A capital do Brasil confirmou 8 novas infecções pela mpox em outubro, somando 425 diagnóstos desde 2022. A maioria dos pacientes é formada por homens jovens, e as autoridades de saúde alertam para lesões na pele e reforçam a necessidade de higiene e isolamento para conter o vírus.
O Distrito Federal registrou oito novos casos de mpox em outubro, indicando uma elevação recente no número de infecções. Desde 2022, quando a doença passou a ter registros na capital, já são 425 diagnóstos confirmados, segundo dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).
Do total acumulado, 402 casos foram registrados entre 2022 e 2025. Em 2026, até o momento, foram confirmadas 23 infecções. O aumento observado nas últimas semanas levou a Secretaria a intensificar o acompanhamento epidemiológico e a investigação sobre o comportamento do vírus na região.
- Foram confirmados 8 novos casos em outubro, elevando o total desde 2022 para 425 diagnósticos.
- Homens representam 96% dos pacientes, sendo a faixa de 30 a 39 anos a mais afetada (45,8%).
- O Laboratório Central (Lacen-DF) realiza exames para identificar qual cepa do vírus circula na capital.
- Sintomas incluem lesões na pele e mucosas; a transmissão ocorre por contato próximo.
- A Secretaria de Saúde orienta evitar contato íntimo com lesões e manter rigorosa higienização das mãos.
Monitoramento intensificado na capital federal
Uma das medidas adotadas é a realização de exames complementares pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF). As análises buscam identificar a cepa viral responsável pelas infecções recentes. Até agora, não há uma definição conclusiva sobre qual variante circula com maior frequência na capital.
Perfil epidemiológico dos pacientes
O levantamento epidemiológico referente ao período de 2022 a 2025 aponta que os homens representaram 96% dos pacientes diagnosticados. A mediana de idade foi de 33 anos.
A faixa etária com maior concentração de casos foi a de pessoas entre 30 e 39 anos, responsável por 45,8% das infecções. Na sequência aparecem os pacientes de 20 a 29 anos, que corresponderam a 29,4% dos registros.
Sintomas e riscos de transmissão
A mpox é uma doença infecciosa que pode provocar lesões na pele e nas mucosas. Entre os principais sinais de alerta estão erupções cutâneas repentinas, bolhas e feridas que podem aparecer em diferentes partes do corpo.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com pessoas infectadas, especialmente pelo contato direto com lesões, fluidos corporais e objetos contaminados.
Diante de sintomas suspeitos, a recomendação é procurar atendimento em uma unidade de saúde para avaliação e orientação médica.
Recomendações para prevenção
Para reduzir o risco de transmissão, a SES-DF recomenda evitar contato físico próximo ou íntimo com pessoas que apresentem lesões suspeitas, manter a higienização frequente das mãos e não compartilhar objetos pessoais, como toalhas, roupas e roupas de cama.
Pessoas com suspeita ou confirmação da doença também devem seguir as orientações médicas de isolamento, evitando contato próximo com outras pessoas enquanto houver risco de transmissão.
Com o registro de novos diagnósticos em outubro, o monitoramento da mpox permanece como uma das preocupações da vigilância epidemiológica do Distrito Federal, especialmente diante da necessidade de identificar a cepa viral em circulação e acompanhar a evolução dos casos.

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