Unidade móvel do programa Agora Tem Especialistas chegou à Penha, na Zona Norte, nesta sexta-feira (9), com consultas e exames para cuidar do coração.
O Rio de Janeiro ganhou uma nova forma de fazer consultas e exames para cuidar do coração. A primeira carreta de cardiologia do SUS foi apresentada nesta sexta-feira (9) pela secretária de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas. A unidade móvel está no bairro da Penha, na Zona Norte, e faz parte do Programa Agora Tem Especialistas, que já leva carretas de saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem para várias regiões do Brasil.
No Complexo da Penha, são mais de 100 mil habitantes. A carreta vai atender 13 comunidades, levando os serviços para perto da casa das pessoas. Com isso, também oportunizamos a avaliação de risco cirúrgico, otimizando o tempo de espera e melhorando o cuidado que tanto defendemos, acreditamos e fortalecemos todos os dias no Sistema Único de Saúde (SUS), destaca a secretária.
- Resumo rápido: A carreta de cardiologia fica na Penha até o dia 6 de novembro.
- Ela vai atender 13 comunidades do Complexo da Penha.
- Tem consultório, eletrocardiograma, ecocardiograma, Holter, MAPA e raio-X digital.
- A equipe conta com médico cardiologista, enfermeiro, técnico de enfermagem, apoio remoto e agente do cuidado.
- As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil: uma pessoa morre a cada 72 segundos.
Na carreta, os pacientes passam por avaliação médica e fazem exames importantes para identificar problemas no coração, acompanhar doenças que já existem e receber orientação sobre o tratamento. A estrutura tem consultório especializado, eletrocardiograma, ecocardiograma, Holter, MAPA e raio-X digital. Com esses equipamentos, é possível investigar alterações no coração e na pressão arterial e acompanhar o funcionamento do coração ao longo do dia.
O veículo fica na capital até o dia 6 de novembro e terá uma equipe formada por médico cardiologista, enfermeiro, técnico de enfermagem, apoio remoto e agente do cuidado. A previsão é fazer mais de 1,5 mil procedimentos por mês. Para ser atendido, o paciente precisa ser encaminhado pela rede pública de saúde.
As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), uma pessoa morre a cada 72 segundos por causa dessas doenças. Em 2025, foram cerca de 398 mil mortes. Com essa iniciativa, os pacientes podem ser identificados mais cedo e encaminhados, quando necessário, para serviços de alta complexidade. A carreta também amplia o acesso à saúde em regiões onde a população tem mais dificuldade para chegar aos hospitais e postos.
Balanço da saúde cardiovascular no SUS
A saúde do coração é uma das áreas prioritárias do programa Agora Tem Especialistas, que oferece consultas, exames e procedimentos especializados e reduz o tempo de espera no SUS. A rede pública também faz cirurgias cardiovasculares e vasculares, procedimentos endovasculares e serviços de eletrofisiologia. Em 2025, foram realizadas 326,5 mil cirurgias do aparelho circulatório.
Entre 2023 e julho de 2026, o SUS registrou 2,6 milhões de internações por doenças cardiovasculares. Isso mostra o impacto desses problemas na saúde da população. Com a carreta, é possível agilizar a identificação de alterações no coração, o diagnóstico e o encaminhamento para o tratamento certo, evitando que os casos fiquem mais graves e reduzindo complicações.
Nos casos mais graves, a rede também faz transplante de coração. Em 2025, o país teve 428 transplantes cardíacos. Entre janeiro e agosto de 2026, já foram 288. Esses números mostram a capacidade do SUS de atender doenças cardiovasculares avançadas.
Carretas já fizeram mais de 1 milhão de procedimentos
Segundo dados do Ministério da Saúde, as unidades móveis já fizeram mais de 1,2 milhão de procedimentos em todo o país, beneficiando cerca de 458 mil pessoas em mais de 4,5 mil municípios. Isso ajudou a zerar 104 filas de espera.
Atualmente, 132 unidades móveis estão em funcionamento no Brasil. Dez delas ficam em municípios do estado do Rio de Janeiro.
Trombolíticos para infarto e AVC
Para reforçar o atendimento de urgência e emergência em cardiologia, foi sancionado em setembro deste ano o Projeto de Lei nº 5.972/2023. Ele amplia a oferta de medicamentos trombolíticos, inclusive nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Esses remédios dissolvem os coágulos que podem causar infarto agudo do miocárdio (IAM) e acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. Quando dados rapidamente, salvam vidas e reduzem o risco de sequelas.

Elizabeth Coelho, de 70 anos, acompanhou a vizinha Sebastiana de Oliveira, 98 anos, para se consultar - Carlos Elias Junior/ Agência O Dia













