Erro médico nos EUA: idosa tem a perna errada amputada durante cirurgia

Saúde Medicina 03/10/2026 09:04 Redação / Bahia Notícias bahianoticias.com.br Ohio

Uma mulher de 74 anos, moradora de Ohio, processou um hospital nos Estados Unidos depois que a equipe médica amputou a perna esquerda em vez da direita, que era o membro indicado para o procedimento. O erro ocorreu apesar de verificações de segurança, e a paciente precisou de uma segunda cirurgia quatro meses depois.

Uma moradora de Ohio, nos Estados Unidos, entrou com uma ação judicial contra o Selby General Hospital após ser vítima de um erro médico grave. Sharon Jacks, de 74 anos, foi submetida à amputação da sua perna esquerda durante uma cirurgia programada na qual apenas a perna direita estava autorizada para remoção.

De acordo com o processo, a intervenção cirúrgica original estava agendada para setembro de 2025 e previa a amputação da parte inferior da perna direita, abaixo do joelho. O procedimento havia sido recomendado como parte do tratamento de um carcinoma de células escamosas, um tipo de câncer de pele. Contudo, a equipe cirúrgica realizou a amputação no membro errado.

  • A cirurgia ocorreu em setembro de 2025, na região de Ohio, EUA.
  • O objetivo era tratar um câncer de pele (carcinoma de células escamosas) na perna direita.
  • O erro fez com que a perna esquerda, saudável, fosse amputada.
  • A paciente precisou passar por uma segunda cirurgia quatro meses depois para amputar a perna certa.
  • O hospital admitiu falha e afastou os profissionais envolvidos.

Falhas graves no procedimento

Em decorrência do erro, 4 meses após a cirurgia inicial, a paciente precisou passar por um novo procedimento em outro hospital para remover a perna correta. Segundo o advogado da vítima, Brad Layne, a segunda cirurgia foi necessária "para completar o tratamento previsto".

A queixa detalha múltiplos danos físicos e emocionais sofridos pela vítima, incluindo lesão física, incapacidade permanente, dor e sofrimento, sofrimento emocional, humilhação, perda do prazer de viver e despesas médicas. A ação classifica a atuação do hospital e das equipes médica e cirúrgica como negligência grave e conduta imprudente, sustentando que os réus "agiram de forma intencional, irresponsável, imprudente, maliciosa e com desprezo consciente pela certeza substancial de uma lesão catastrófica".

O documento aponta ainda que as falhas ocorreram a despeito da realização de checagens prévias de segurança. O texto cita que a equipe cumpriu 2 "time-outs", pausas obrigatórias para confirmação da identidade do paciente, do procedimento e do local correto, mas, ainda assim, prosseguiu com a cirurgia no membro incorreto.

Reconhecimento do erro pelo hospital

Em pronunciamento enviado à emissora WBNS-TV, o Selby General Hospital reconheceu a falha e declarou que o episódio deixou a instituição "triste e abalada". O hospital admitiu que "foi um evento evitável e que nossos procedimentos esperados de sala de cirurgia não foram seguidos".

A instituição informou também que adotou medidas administrativas contra os profissionais envolvidos. "Os envolvidos foram responsabilizados por suas ações e não estão mais em seus cargos", diz o hospital em nota.