Torre de TV em Cuiabá fica amarela para alertar sobre suicídio

Saúde Prevenção 15/09/2026 07:27 Primeira Página, foto de Mariana Lenz primeirapagina.com.br

A estrutura de transmissão da TV Centro América, em Cuiabá, foi iluminada na cor amarela para reforçar a campanha Setembro Amarelo. A iniciativa visa conscientizar a população sobre a importância do cuidado com a saúde mental e da prevenção ao suicídio, utilizando a luz como símbolo de alerta e acolhimento.

A torre de transmissão da TV Centro América, localizada em Cuiabá, capital de Mato Grosso, foi iluminada na cor amarela neste mês de setembro. A ação visa prestar tributo à campanha de conscientização que busca prevenir o suicídio, conhecida como Setembro Amarelo. A emissora faz parte da Rede Matogrossense e Comunicação (RMC) e é afiliada à Rede Globo de Televisão.

No território nacional, é comum que as luzes de grandes estruturas mudem de cor a cada mês. Essa prática segue um calendário que busca alertar a população sobre diferentes temas de saúde, direitos sociais e prevenção de doenças. A mudança de cor serve como um lembrete visual para direcionar a sociedade a causas específicas em cada período do ano.

Principais pontos do Setembro Amarelo


  • O que é: O Setembro Amarelo é uma campanha de prevenção ao suicídio que acontece todo ano.
  • Objetivo: Quebrar tabus, reduzir o preconceito e incentivar pessoas a buscarem ajuda profissional.
  • Origem: A campanha ganhou força no Brasil em 2015, inspirada em eventos dos Estados Unidos.
  • Como ajudar: Reconhecer sinais de sofrimento em si ou em outros é o primeiro passo crucial.
  • Canais de ajuda: O CVV (Centro de Valorização da Vida) atende gratuitamente pelo número 188.

Nesta ocasião, o mês está sendo dedicado a chamar atenção para os problemas de saúde mental. É fundamental que a sociedade se engaje na prevenção de tragédias. O objetivo central é reduzir o estigma associado ao tema. Isso permite que mais pessoas sintam segurança para pedir ajuda. O acolhimento e a informação são os pilares dessa mobilização.

De acordo com o Ministério da Saúde, o suicídio é um fenômeno complexo. Ele possui múltiplas causas e determinações. O ato pode atingir pessoas de qualquer idade, origem ou classe social. Não há limites de gênero ou orientação sexual na vulnerabilidade. É necessário entender essa realidade para agir.

Um estudo realizado pela Unicamp aponta que 17% dos brasileiros já pensaram em tirar a própria vida. Dentre esses, 4,8% chegaram a planejar o ato. O dado reforça a necessidade de atenção. Em muitos casos, é plenamente possível evitar que esses pensamentos se consumem. A prevenção é a chave.

Ressalta-se que o suicídio pode ser evitado. Saber identificar os sinais de alerta é essencial. Isso vale para si mesmo e para pessoas próximas. A identificação precoce pode salvar vidas. O reconhecimento é o primeiro passo para a intervenção.

Como reconhecer os sinais de alerta

Não existe um método infalível para detectar quando alguém vive uma crise suicida. Também não há certeza absoluta sobre tendências suicidas. No entanto, há indicadores importantes. O sofrimento emocional pode se manifestar de formas específicas. Fique atento aos mudanças de comportamento.

Um indivíduo em crise pode apresentar sinais que precisam da atenção de amigos e familiares. Especialmente quando vários sintomas aparecem juntos. A interação social é fundamental nesse processo. Observar a rotina da pessoa é importante. A escuta ativa pode fazer a diferença.

  • O aparecimento ou piora de problemas de conduta ou falas negativas por pelo menos duas semanas;
  • Pensamentos frequentes sobre a própria morte ou sensação de desesperança;
  • Expressões que indiquem ideias ou intenções de terminar com a vida;
  • Queda súbita no interesse por atividades e isolamento social.

Fatores de risco menos óbvios

Além dos sinais diretos, outros fatores podem influenciar a saúde mental. O contexto social também é determinante. A pressão do dia a dia pode ser um gatilho. É preciso analisar o ambiente ao redor. Pequenas mudanças podem ser avisos.

  • Perda de emprego ou instabilidade financeira;
  • Crises políticas e econômicas que geram ansiedade;
  • Discriminação baseada em orientação sexual ou identidade de gênero;
  • Abuso psicológico e agressões físicas em qualquer ambiente;
  • Sofrimento excessivo no ambiente de trabalho;
  • Redução ou ausência de cuidados pessoais básicos;
  • Conflitos familiares intensos;
  • Sofrimento após a perda de um ser querido;
  • Doenças crônicas, dolorosas ou que limitam a capacidade de agir;
  • Contato frequente com agrotóxicos.

Onde procurar ajuda profissional

A prevenção do suicídio exige o contato com profissionais de saúde. É essencial acessar a rede pública de atendimento. Vários serviços estão disponíveis para a população. A busca por assistência é um ato de coragem. Não hesite em procurar suporte.

  • Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades Básicas de Saúde (postos e centros de saúde);
  • Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24H), SAMU (192) e Pronto-Socorros de hospitais;
  • Centro de Valorização da Vida (CVV), que atende pelo telefone 188.

O CVV oferece apoio emocional e trabalha na prevenção do suicídio. O atendimento é voluntário e gratuito. Qualquer pessoa pode conversar, com total confidencialidade. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias. Os canais incluem telefone, e-mail, chat e voz sobre IP (voip).

A ligação para o CVV, em parceria com o SUS, é gratuita. Ela pode ser realizada a partir de qualquer telefone fixo ou celular. O número é 188. Também é possível utilizar o site www.cvv.org.br. Lá há chat, Skype e mais informações sobre o atendimento gratuito.

Origem da campanha Setembro Amarelo

A história da campanha começou com a história de Mike Emme. Ele cometeu suicídio aos 17 anos, em setembro de 1994. O caso foi registrado nos Estados Unidos. A história tocou profundamente a sociedade local. Foi o ponto de partida para a mobilização.

Mike possuía um carro de cor amarela. No velório, amigos e familiares distribuíram cartões com fitas amarelas. Os cartões traziam frases de incentivo. O objetivo era ajudar quem passava por dificuldade emocional. A iniciativa foi bem recebida.

As fitas amarelas se tornaram o símbolo oficial da causa. No Brasil, a campanha foi adotada em 2015. A iniciativa envolve o Centro de Valorização da Vida (CVV). Também participa o Conselho Federal de Medicina (CFM). E a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) é uma das parceiras.