Hepatites virais: entenda os sinais de alerta e saiba como se proteger

Saúde Hepatite 05/08/2026 18:12 Marta Cavallini - Agência SP agenciasp.sp.gov.br

Especialista do Iamspe explica que prevenção e diagnóstico precoce são essenciais para evitar complicações no fígado, já que a doença pode ser silenciosa. Conheça os sintomas e as formas de proteção.

As hepatites virais podem prejudicar o fígado sem causar sintomas claros por muitos anos. Por isso, muitas pessoas só descobrem a doença em estágio avançado. Especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo reforçam que a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir os impactos da doença.

As hepatites virais são infecções que inflamam o fígado. No Brasil, os tipos mais comuns são causados pelos vírus A, B e C, mas também existem os tipos D e E. A hepatologista do Iamspe, Silvia Soares, explica que a doença pode ser silenciosa. "Cerca de 70% dos casos de hepatite viral aguda não apresentam sintomas, o que permite que a doença evolua sem ser detectada. Quando há sinais, isso sugere comprometimento hepático mais avançado", afirma.

  • A hepatite pode ser silenciosa, sem sintomas por anos.
  • Os vírus B e C podem causar cirrose e câncer de fígado.
  • Vacinas protegem contra os vírus A e B.
  • Exames de sangue são essenciais para o diagnóstico.
  • Grupos de risco devem testar anualmente.

Quando a doença avança

Nas hepatites que podem se tornar crônicas, principalmente as causadas pelos vírus B e C, há risco de fibrose hepática, cirrose e carcinoma hepatocelular, o tipo mais comum de câncer de fígado. O tipo D também pode cronificar, mas quem já tem o vírus B. Já as hepatites A e E geralmente são autolimitadas, ou seja, a pessoa se recupera com controle dos sintomas.

Como descobrir e se proteger

O combate às doenças envolve investigação detalhada sobre fatores de risco e sintomas, além de exames laboratoriais específicos. A testagem deve ser feita no acompanhamento de rotina por todos os adultos e anualmente pelos grupos de risco.

Os grupos de risco incluem usuários de drogas injetáveis, pessoas com múltiplos parceiros sexuais ou que fazem sexo sem proteção, pessoas com HIV, receptores de transplantes de órgãos, gestantes e pessoas com doença hepática preexistente.

Formas de prevenção

A prevenção inclui vacinas contra os vírus A e B. Outras medidas importantes são: lavar as mãos com frequência, consumir água tratada e alimentos preparados com higiene, usar preservativos nas relações sexuais, não compartilhar agulhas, seringas ou objetos perfurocortantes e garantir que procedimentos médicos e estéticos sejam feitos com materiais esterilizados.

"A realização frequente de exames permite identificar precocemente a infecção e iniciar o tratamento quando necessário. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de evitar complicações e preservar a saúde do fígado", conclui a especialista do Iamspe.