Em comemoração aos seus 81 anos, o presidente Lula afirmou que o oponente Flávio Bolsonaro, que supostamente saiu do país após a derrota eleitoral, demonstra medo ou culpa. Lula comparou a situação ao seu próprio passado, ressaltando que escolheu enfrentar a Justiça no Brasil. Flávio Bolsonaro teria partido para os Estados Unidos rumo aos EUA após a Polícia Federal cancelar seu passaporte.
O presidente Lula (PT) utilizou o discurso de celebração de seus 81 anos, realizado nesta terça-feira (27) no Palácio do Planalto, para comentar as notícias sobre a suposta saída de seu oponente nas Eleições 2026 do território nacional. Lula, que foi reeleito para um novo mandato, fez questão de abordar o tema durante a cerimônia.
"O cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa ou tem medo de alguma coisa. E não vá dizer lá fora que o Brasil não tem democracia. Se não tivesse democracia, um miliciano não poderia ser candidato à Presidência. Lamento a falta de respeito que ele teve com eleitores dele e com a democracia", declarou o presidente.
- Lula completou 81 anos nesta terça-feira e usou o evento para criticar o rival.
- Flávio Bolsonaro teria saído do Brasil rumo aos EUA após a derrota no 2º turno.
- A Polícia Federal cancelou o passaporte do senador por descumprir ordem judicial.
- Lula comparou a fuga ao caso dele, destacando que escolheu enfrentar a Justiça.
- O caso está sendo investigado pela PF em relação à fronteira com a Argentina.
Lula relembra luta contra acusações
O petista recordou o período em que foi alvo de investigações e acusações judiciais. Ele contou que recebeu inúmeros convites para deixar o Brasil e buscar refúgio em uma embaixada no exterior, mas optou por ficar.
"Resolvi ficar no Brasil e me entreguei à PF porque queria desmascarar meus acusadores e provar minha inocência. E estou aqui para o quarto mandato", discursou Lula, reforçando sua narrativa de que quem não tem culpa nada tem a temer.
Flávio Bolsonaro deixa o Brasil
O senador Flávio Bolsonaro, derrotado no último domingo (25) no segundo turno das eleições para a Presidência da República, deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos na madrugada desta terça-feira (27). A informação foi confirmada à agência Reuters por duas fontes ligadas ao senador.
Apesar de não ter aparecido publicamente desde o início da manhã, Flávio Bolsonaro teria enviado uma mensagem ao ex-deputado Rogério Marinho, coordenador da campanha, informando que "estava esfriando a cabeça". O relato da mensagem foi inicialmente publicado pelo portal Metrópoles.
Cancelamento do passaporte e investigações
A Polícia Federal (PF) informou que cancelou o passaporte de Flávio Bolsonaro ainda na terça-feira. A medida foi tomada após o senador descumprir a decisão judicial que determinava a entrega do documento à força policial até a manhã daquele dia.
Um ofício foi emitido pela PF para comunicar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o descumprimento da ordem. A Polícia Federal está investigando a hipótese de que Flávio tenha saído do País pela fronteira com a Argentina, com destino final aos Estados Unidos.
A corporação informou não ter identificado, até o momento, registros formais da saída do senador do território brasileiro, mas ressaltou que a apuração dos fatos segue em andamento. As informações sobre a investigação são do jornal O Globo.
Na última segunda-feira (26), o site argentino Infobae noticiou que Flávio Bolsonaro teria atravessado a fronteira com a Argentina. Segundo a publicação, ele embarcou, na madrugada desta terça, em um avião particular que decolaria do aeroporto de Puerto Iguazú.
O pedido da Polícia Federal para apreender os documentos do senador foi baseado em três pontos principais, segundo apuração do g1. O primeiro foi o pedido público feito por Eduardo Bolsonaro para que o irmão também fosse para os Estados Unidos. O segundo ponto citado foi o poder econômico de Flávio. O terceiro foi a existência de estruturas já estabelecidas nos EUA para recebê-lo.
"Em entrevista concedida recentemente nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro, irmão do Senador Flávio Bolsonaro, defendeu publicamente que este deixe o país caso não obtenha êxito no pleito eleitoral. Cabe recordar que Eduardo Bolsonaro foi recentemente condenado pelo crime de coação no curso do processo", diz um trecho do documento da PF revelado pelo O Globo.

Presidente Lula celebrou aniversário de 81 anos ao lado da militância. Foto: YouTube/Lula.


