Candidatos ao Planalto se dividem entre caminhadas, entrevistas e desistências

Política Eleições 2026 01/10/2026 08:15 Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br Brasília DF

Nesta quarta-feira (30), os candidatos à presidência realizaram atividades de campanha em várias partes do país, incluindo carreatas, panfletagens e entrevistas. Lula defendeu o fim dos fundos eleitorais, Caiado falou sobre Inteligência Artificial e Leonardo Avalanche desistiu da disputa. Veja o que cada candidato fez.

Notícia de Hoje

A agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (30) foi marcada por intensa atividade em todo o Brasil. Os candidatos realizaram caminhadas, carreatas, distribuição de panfletos e encontros com apoiadores. Além das ruas, também participaram de entrevistas em rádios e podcasts. A movimentação mostra a campanha em fase acelerada, com cada candidato buscando se destacar de uma forma diferente.

Cada postulante à cadeira do Planalto adotou uma estratégia única para falar com o eleitor. Houve quem focasse em temas específicos, como tecnologia e economia, enquanto outros preferiram o contato direto com a base de apoio em cidades menores. A variedade de ações reflete a diversidade dos partidos e das propostas em jogo nesta eleição. A seguir, detalhamos as atividades de cada candidato.

  • Ronaldo Caiado (PSD) fez carreatas em três cidades de Goiás e defendiu o desenvolvimento de Inteligência Artificial com código aberto.
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu em entrevista o fim dos fundos partidário e eleitoral, citando a "promiscuidade" dos partidos.
  • Leonardo Avalanche (PRTB) foi o destaque do dia ao anunciar, no fim da noite, a sua desistência de disputar a presidência.
  • Lula cancelou um comício em Juiz de Fora (MG) devido a uma forte chuva que atingiu a cidade.
  • Hertz Dias (PSTU) usou a campanha para defender o fim da escala de trabalho 6x1 e melhores salários.

Ronaldo Caiado defende Inteligência Artificial no Brasil

O candidato Ronaldo Caiado (PSD) esteve em Goiânia, Valparaíso de Goiás e Luziânia, onde realizou carreatas. Durante os comícios, ele falou sobre a necessidade de o Brasil avançar no setor de tecnologia, especificamente no desenvolvimento de Inteligência Artificial (IA).

Segundo Caiado, o país deve investir em código aberto e em um controle ético dessa tecnologia. O objetivo, segundo ele, é melhorar a qualidade de vida da população sem limitar a criação de novas aplicações. A ideia é que o Brasil não seja apenas um comprador de tecnologia pronta.

O Brasil não pode ser comprador de tecnologia. O Brasil tem que estar num passo avançado. É código aberto, é liberdade para que a inteligência possa produzir as melhores plataformas para que a gente desenvolva o nosso país, disse o candidato.

Campanha em São Paulo, Recife e Belo Horizonte

Em São Paulo, o candidato Augusto Cury (Avante) cumpriu agenda de campanha e participou de uma sabatina no canal Inteligência LTDA. Sua principal bandeira na campanha é a redução dos gastos públicos e a baixa da taxa de juros básica da economia, a Selic.

Se o governo for menos gastador, menos irresponsável fiscalmente, vamos ter, em um ano, uma taxa Selic em 7% a 8%. Cada 1% que temos a menos na Selic, pagamos R$ 100 bilhões a menos para rolar a dívida federal, explicou Cury.

Em Recife (PE), Rui Costa Pimenta (PCO) participou do ato de encerramento da campanha no Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações (Sinttel) de Pernambuco. Em Belo Horizonte (MG), Samara Martins (UP) entregou panfletos no Centro de Ensino Técnico e Formação Profissional (CETEF) e participou de assembleia de moradores da ocupação Eliana Silva.

Lula critica fundos eleitorais e cancela comício

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu entrevista a um grupo de podcasts. Na conversa, ele se posicionou de forma dura contra os fundos partidário e eleitoral. Esses fundos são verbas, que vêm inclusive do Orçamento da União, usadas para financiar os partidos e pagar as despesas de campanha.

Hoje, sou taxativamente contra [os dois fundos]. Acho que levou os partidos políticos a uma coisa chamada promiscuidade. Se depender da minha vontade pessoal, vou acabar com isso, disse Lula.

O presidente e candidato também teve um imprevisto em sua agenda. Ele cancelou a participação em um comício na cidade de Juiz de Fora (MG) porque uma forte chuva atingiu a região, tornando a concentração dos apoiadores impraticável.

Candidatos de menor expressão também agitam a semana

Os candidatos com menos recursos também mantiveram suas agendas ativas. Edmilson Costa (PCB) fez panfletagem na Feira do Guará e no terminal do metrô do Guará, no Distrito Federal, e almoçou com apoiadores na Feira da Ceilândia, também na capital federal.

Hertz Dias (PSTU) esteve em Belém (PA), onde participou de ato na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil. Ele aproveitou a oportunidade para defender o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada.

"Defendemos o fim da escala 6x1, sem redução de salários e direitos, e a redução da jornada de trabalho para que os trabalhadores tenham mais tempo para suas famílias, estudos, lazer", afirmou Hertz Dias.

Outros nomes da disputa também tiveram atividades: Wilson Grassi (Democrata) deu entrevista ao canal Sevilla Cast; Clariana Barão (DC) falou com a Rádio Cultura de Cuiabá (MT); e Renan Santos (Missão) atendeu a agenda com apoiadores em Duque de Caxias (RJ) e Juiz de Fora (MG), além de um ato no centro histórico de Petrópolis (RJ).

Desistência de Avalanche e o silêncio de outros nomes

A maior novidade da tarde veio do candidato Leonardo Avalanche (PRTB). Após não divulgar agenda pública durante o dia, ele anunciou no fim da tarde a sua desistência de disputar a eleição presidencial. A decisão remove seu nome da lista de candidatos ativos, simplificando a concorrência no pleito.

Por outro lado, os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) não tiveram agenda pública de campanha nesta quarta-feira. A ordem de apresentação da cobertura da agenda segue um rodízio diário em ordem alfabética, garantindo que todos os candidatos recebam espaço na mídia oficial.