Processo contra prefeito Osmar Froner será reaberto após Tribunal anular absolvição.
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) decidiu anular a sentença que tinha absolvido o prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner, acusado de compra de votos e abuso de poder nas eleições de 2024. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (24) e significa que o processo será retomado.
O juiz Eduardo Calmon, que havia pedido mais tempo para análise, seguiu o entendimento do vice-presidente do TRE, desembargador Marcos Machado, que criticou o juiz de primeira instância, Leonisio Salles de Abreu Júnior, por ter agido com deslealdade processual. O juiz de primeira instância não permitiu a quebra de sigilo bancário dos envolvidos e, mesmo após dar prazo para manifestação, proferiu a sentença absolvendo o prefeito.
- O prefeito Osmar Froner é acusado de pagar R$ 67 mil para famílias votarem nele.
- Cada família teria recebido R$ 1 mil.
- O tribunal anulou a decisão que o inocentava.
- O processo volta para nova fase de provas.
- Se condenado, Froner pode perder o cargo.
Nova fase do processo
Agora, o processo volta à primeira instância da Justiça Eleitoral para reabertura da produção de provas. Em caso de condenação, Froner pode ser cassado do cargo.
Perseguição política
O prefeito é suspeito de mandar distribuir R$ 67 mil para famílias cadastradas, desde que votassem na chapa vencedora. A denúncia diz que cada família recebeu R$ 1 mil. Em 2025, o juiz Leonisio tinha julgado a ação improcedente.
O Ministério Público Eleitoral e a ex-vereadora Fabiana Nascimento, adversária de Froner, recorreram da absolvição.
Entre as provas não analisadas estava a quebra do sigilo bancário do empresário Guilherme Henrique de Oliveira Costa, suspeito de fazer a distribuição do dinheiro.
Além disso, Guilherme foi nomeado diretor da autarquia de água e esgoto da cidade, como prêmio pela colaboração.
O relator do processo, Pérsio Landim, tinha mantido a absolvição, mas foi vencido pelo restante da corte, resultando em 5 a 2 contra Froner.
A denúncia também aponta que a AGAP, organização que presta serviços ao município, foi usada pelo grupo de Froner para compra de votos.
Há suspeitas de que a AGAP pressionava seus contratados para votarem no prefeito.
Fabiana Advogada foi vereadora, mas teve o mandato cassado em 2023 por denunciar irregularidades na gestão. O ex-prefeito Gilberto Schwarz também está envolvido.
Froner se reelegeu com 8.987 votos contra 4.422 de Fabiana.

Osmar Froner


