Deputado ameaça chamar polícia para encontrar investigados
A CPI da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) vai ouvir nesta quarta-feira (19) três médicos empresários investigados: Luiz Gustavo Castilho Ivoglo, Osmar Gabriel Chemim e Bruno Castro. Gabriel Naves Borges também foi convocado como testemunha. Eles vão prestar esclarecimentos sobre contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre 2019 e 2025.
Os três investigados chegaram a conseguir um habeas corpus (HC) para não depor, mas o Tribunal de Justiça cancelou a liminar. Segundo o presidente da CPI, deputado Wilson Santos (PSD), eles alegaram que não tiveram acesso aos documentos do processo. Por isso, o desembargador concedeu o HC. A CPI então entregou todos os documentos aos advogados. Agora, com a documentação entregue, o tribunal mudou de ideia e cancelou os HCs.
- A CPI da Saúde investiga contratos da Secretaria de Saúde de Mato Grosso entre 2019 e 2025.
- Os médicos são suspeitos de participar de um esquema de irregularidades durante a pandemia.
- O ex-secretário Gilberto Figueiredo também tentou evitar o depoimento.
- Os depoimentos acontecem na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
- Quem não comparecer sem justificativa pode ser preso.
O deputado explicou que, com a entrega da documentação, o tribunal considerou que a CPI cumpriu o que foi pedido e cancelou os salvo-condutos. Agora, todos os empresários envolvidos na Operação Espelho têm que comparecer. Se não aparecerem, podem ser presos por decisão judicial.
O presidente da CPI afirmou que a presença dos convocados é essencial para garantir o direito de defesa. 'É a oportunidade para eles apresentarem documentos e se explicarem. Vamos respeitar todos os direitos constitucionais', disse.
A convocação faz parte da investigação sobre possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Saúde. Segundo a CPI, pode ter havido um esquema entre empresários e agentes públicos, aproveitando a pandemia de Covid-19.
Secretários
O ex-secretário Gilberto Figueiredo também entrou com pedido de habeas corpus para não depor. Ele havia dito publicamente que não temia a CPI, mas pediu ao tribunal para ser dispensado. Santos acredita que o pedido não será aceito.
Outros depoimentos estão marcados: Gilberto Figueiredo e a ex-secretária adjunta Caroline Neves depõem em 26 de agosto. Na primeira semana de setembro, os ex-diretores dos hospitais de Cáceres e Colíder, Onair Nogueira e Elisandro Nascimento, serão ouvidos. E no dia 16 de setembro, o atual secretário de Saúde, Juliano Melo, vai depor.

Da Redação, FolhaMax


