Prefeito de Chapada dos Guimarães é acusado de pagar R$ 1 mil para cada família votar nele
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu, por 4 votos a 2, reabrir uma investigação que pode tirar o prefeito de Chapada dos Guimarães do cargo. O julgamento ainda não acabou, mas mesmo que o juiz Eduardo Calmon vote a favor do prefeito, o processo vai voltar para a primeira instância para novas provas.
O prefeito Osmar Froner é suspeito de mandar distribuir R$ 67 mil para famílias cadastradas, que receberiam R$ 1 mil cada uma, se votassem na chapa vencedora das eleições de 2024.
Resumo
- TRE votou 4 a 2 para reabrir investigação contra o prefeito.
- Prefeito é suspeito de pagar R$ 1 mil por voto.
- Empresário envolvido foi nomeado diretor da SAAE.
- Juiz de primeira instância tinha absolvido o prefeito.
- Ex-vereadora denunciou irregularidades e teve mandato cassado.
No fim de 2025, o juiz da 34ª Zona Eleitoral tinha absolvido o prefeito. Mas o Ministério Público Eleitoral e a ex-vereadora Fabiana Advogada, que foi adversária dele, recorreram. Eles alegam que o juiz não deixou as partes se manifestarem depois que uma prova importante foi juntada ao processo: a quebra do sigilo bancário do empresário Guilherme Oliveira, suspeito de distribuir o dinheiro.
A denúncia também diz que Guilherme ganhou um cargo de diretor do SAAE (serviço de água) como recompensa por ajudar no esquema. Na semana passada, o relator do caso no TRE, Pérsio Landim, queria manter a absolvição, dizendo que o juiz pode ou não dar prazo para as partes se manifestarem.
Ele foi seguido pelo juiz Raphael Arantes. Mas o desembargador Marcos Machado discordou e aceitou o recurso do MP para reabrir a fase de provas.
O desembargador chamou a atitude do juiz de "deslealdade processual". Dois outros juízes pediram mais tempo para analisar e depois votaram também pela reabertura.
A presidente do TRE, Serly Marcondes, também votou pela reabertura, formando 4 a 2 contra o prefeito. Além disso, a denúncia diz que a AGAP, uma organização que presta serviços ao município, foi usada para pressionar funcionários a votar no prefeito.
Fabiana Advogada foi vereadora, mas perdeu o mandato em dezembro de 2023 por denunciar irregularidades. O ex-prefeito Gilberto Schwarz também é investigado.
Froner foi reeleito com 8.987 votos (67%), enquanto Fabiana teve 4.422 (33%).

Osmar Froner


