Missão pede investigação sobre filiação falsa de Flávio ao partido

Política Investigação 15/08/2026 08:11 Andre Richter - Repórter da Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

O partido Missão protocolou uma notícia-crime no TSE para que seja investigada a filiação falsa do candidato Flávio Bolsonaro ao PL. O documento aponta suspeita de falsidade ideológica e alteração intencional de dados no processo de filiação.

O Missão informou nesta sexta-feira (14) que protocolou uma notícia-crime no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar que a filiação falsa do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) ao partido seja investigada.

O documento foi assinado por Renan Santos, que também é candidato ao cargo, e aponta suspeita de falsidade ideológica e "alteração intencional de dados no processo de filiação".

  • O TSE negou hackeamento, mas confirmou uso indevido da ferramenta.
  • O ministro Kassio Nunes Marques determinou o restabelecimento da filiação de Flávio ao PL.
  • A campanha de Flávio já realizou o registro de candidatura normalmente.
  • Houve também tentativa de filiação falsa do presidente Lula, mas não foi efetivada.
  • O sistema de filiação (Filia) foi temporariamente suspenso para novos registros.

Ontem, após a repercussão do caso, o TSE negou que a inclusão do nome de Flávio tenha ocorrido por meio do hackeamento do sistema eletrônico da Corte e disse que houve "uso indevido" da ferramenta por um usuário ligado ao Missão.

Diante da situação, o presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a filiação de Flávio ao PL fosse restabelecida. Em seguida, a campanha de Flávio realizou o processo de registro de candidatura normalmente.

Suspensão

A filiação irregular de Flávio ao Missão levou o TSE a suspender temporariamente o processamento de novos registros no Sistema de Filiação Partidária (Filia), plataforma da Justiça Eleitoral responsável pelo registro de filiações a partidos políticos.

Segundo o TSE, também foi identificada tentativa de filiação falsa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a outro partido. Contudo, o registro falso não foi efetivado.