Polícia prende 11 suspeitos de lavar dinheiro do tráfico em Cuiabá

Polícia 16/10/2026 14:33 Folhamax folhamax.com Cuiabá MT

A Polícia Civil de Mato Grosso executou a Operação Cactus, resultando na prisão temporária de 11 pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação bloqueou mais de R$ 1,1 milhão em bens de lideranças do grupo e interditou uma garagem. As investigações, iniciadas no Piauí, apontam que a organização usava empresas lícitas para ocultar patrimônio e movimentar recursos ilícitos.

A Polícia Civil de Mato Grosso, em apoio à força-tarefa da Polícia Civil do Piauí, cumpriu mandatos judiciais na manhã desta sexta-feira (16). A operação, batizada de Cactus, mirou um grupo criminoso especializado em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Com a ação, 11 investigados foram presos temporariamente por 30 dias. Além das prisões, a polícia realizou buscas e apreensões, suspendeu as atividades de empresas citadas no inquérito e obteve autorização para bloquear valores em contas bancárias e bens dos suspeitos.

  • 11 pessoas foram presas temporariamente na operação;
  • Foram bloqueados cerca de R$ 1,1 milhão em bens do líder e sua esposa;
  • Uma garagem de veículos foi interditada em Mato Grosso;
  • As investigações iniciaram no Piauí, focando um líder de facção;
  • O grupo usava empresas para esconder a origem ilegal do dinheiro.

Detalhes da operação em Mato Grosso

No estado de Mato Grosso, a equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) executou 11 ordens judiciais. O conjunto de ações incluiu três mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão. Além disso, os agentes determinaram a interdição de uma garagem de veículos, medida necessária para evitar a dissolução de patrimônio.

Estrutura financeira e suspeitos

As investigações, conduzidas pelo Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico do Piauí, tiveram como alvo principal um homem considerado um dos líderes de uma facção criminosa. O suspeito é apontado como peça central na gestão financeira do grupo, responsável por movimentar os recursos obtidos com o tráfico.

A análise policial identificou gastos e movimentações financeiras muito acima dos rendimentos declarados por eles. Havia indícios de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro. Para atingir essa estrutura, foi determinado o bloqueio de até R$ 487 mil em bens do principal investigado e R$ 625 mil em bens da sua esposa. O objetivo é travar o fluxo de recursos provenientes da criminalidade e impedir que o dinheiro seja ocultado ou utilizado para expandir o negócio ilegal.