Brasileiros usavam imóveis para pagar esquema ilegal de entrada nos EUA

Polícia Imigração 14/10/2026 21:33 Redação g1 MT g1.globo.com Figueirópolis d'Oeste MT

Polícia Federal prendeu grupo em Mato Grosso que cobrava altas somas ou apreendia bens de brasileiros para facilitar a travessia ilegal pela fronteira com o México.

Um grupo criminoso foi alvo de uma operação da Polícia Federal para desmontar um esquema que promovia a migração ilegal de brasileiros rumo aos Estados Unidos. A ação aconteceu na cidade de Figueirópolis d'Oeste, em Mato Grosso, localizada a 400 quilômetros de Cuiabá.

As investigações revelaram que os suspeitos ofereciam "pacotes" completos para facilitar a entrada dos cidadãos brasileiros no território norte-americano, atuando em todas as fases do processo migratório irregular.

  • O esquema envolvia a obtenção fraudulenta ou facilitada de passaportes.

  • Os criminosos organizavam a logística de transporte até a fronteira.

  • A entrada nos EUA era feita cruzando ilegalmente a fronteira com o México.

  • Como pagamento, os suspeitos exigiam transferências bancárias ou procurações para vender imóveis.

  • Os investigados podem responder por promoção de migração ilegal e associação criminosa.

Detalhes da operação policial

Durante a operação, a corporação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão. Além disso, uma ordem judicial foi expedida para bloquear bens e valores dos investigados, totalizando até R$ 1 milhão. Essa medida cautelar foi autorizada pela Justiça Federal de Cáceres, no Mato Grosso.

Métodos de pagamento e riscos para as vítimas

Segundo a Polícia Federal, os investigados recebiam seus pagamentos por meio de transferências bancárias diretas. Em casos mais graves, eles obtinham procurações para dispor de bens móveis e imóveis das vítimas no Brasil. Isso significava que muitos brasileiros perderam patrimônio de alto valor, como casas e terrenos, apenas para garantir a passagem irregular.

Desdobramentos do caso

Materiais apreendidos durante os mandados de busca devem ser analisados para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos na rede. Os suspeitos poderão responder pelos crimes de promoção de migração ilegal e associação criminosa, ambos previstos na legislação brasileira.