Mia Ventura é acusada de dopar ex-noivo rico para roubar patrimônio

Polícia Justiça 21/09/2026 07:06 Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br

Influencer de 29 anos é investigada em Los Angeles por suposto uso ilegal de cetamina em bilionário, além de furtos qualificados em casas de conhecidos via aplicativos de namoro.

A influenciadora digital e modelo Adva Lavie, de 29 anos, conhecida publicamente como Mia Ventura, Shoshana e Shana, enfrenta uma nova e grave acusação judicial nos Estados Unidos. Além dos crimes de furtos e invasões de domicílios que já respondia, uma investigação em andamento suspeita que ela tenha dopado seu ex-noivo, o empresário bilionário Stephen Cloobeck, utilizando a substância cetamina.

A existência desse inquérito específico foi descoberta através de um mandado de busca expedido pelo Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) para analisar o celular da influenciadora. O documento, revelado pelo jornal "Los Angeles Times" e pela emissora ABC7, traz detalhes críticos sobre os laços entre a suspeita e as investigações de outra cidade.

  • A suspeita principal é que Mia Ventura teria dopado seu ex-noivo rico com cetamina para facilitar seus crimes.
  • Ela responde a seis acusações graves no Condado de Los Angeles, incluindo furto qualificado e invasão de domicílio.
  • Um caso separado investiga o roubo de um relógio Rolex de US$ 8,6 mil em um festival na Califórnia.
  • Mia Ventura foi presa recentemente após a polícia constatar que ela não estava usando a tornozeleira eletrônica exigida pela Justiça.
  • Caso seja condenada em todas as acusações atuais, ela corre o risco de cumprir uma pena superior a 11 anos de prisão.

A denúncia sobre a dopagem do bilionário

De acordo com o pedido judicial assinado pela detetive Andrea Marsh, do LAPD, a polícia de Beverly Hills já monitorava Lavie por outra razão antes da nova conexão. O documento afirma que o detetive Steve Own, da polícia de Beverly Hills, investigava se a influenciadora estava, de fato, dopando seu noivo, Stephen Cloobeck, com a mesma substância.

As autoridades não divulgaram os detalhes de como surgiu a suspeita inicial, se foram realizados exames toxicológicos ou quais foram as circunstâncias exatas do suposto crime. Até o momento da publicação, Lavie não foi formalmente acusada pela detenção de dopagem, mas a investigação segue em andamento.

Jeremy Lessen, advogado da influenciadora, declarou ao "Los Angeles Times" que não poderia comentar publicamente sobre a suspeita de dopagem. A polícia de Beverly Hills também manteve o silêncio sobre os detalhes específicos desse inquérito.

Ex-noivo já havia registrado ocorrência policial

Stephen Cloobeck, de 64 anos, fundador da Diamond Resorts International e ex-candidato ao governo da Califórnia, chegou a registrar um boletim de ocorrência junto à polícia de Beverly Hills sobre a modelo. Uma fonte do "Los Angeles Times" confirmou que esse registro existe, embora o conteúdo completo não tenha sido tornado público.

O casal ficou noivo, mas o relacionamento terminou enquanto a modelo já enfrentava outros problemas judiciais. Curiosamente, o próprio empresário se envolveu em um processo criminal relacionado à ex-noiva. Em maio, Cloobeck foi acusado de tentar dissuadir testemunhas de depor e de assédio por ligações telefônicas, acusações que ele nega.

Seu advogado classificou as acusações contra o bilionário como falsas e ele se declarou inocente. Enquanto isso, a situação da influenciadora permanece tensa, com investigações paralelas apontando para crimes graves relacionados à confiança e abuso de vínculos afetivos.

Rotina de furtos em casas de ricos

Os problemas de Adva Lavie com a Justiça começaram antes da investigação envolvendo o bilionário e a cetamina. A Promotoria do Condado de Los Angeles alega que, entre 2023 e 2025, a modelo usou aplicativos de relacionamento para criar vínculos com homens mais velhos e ricos, além de algumas mulheres mais jovens, em bairros como Beverly Hills, West Hollywood, Los Angeles e Westlake Village.

A acusação afirma que Lavie tinha o hábito de se apresentar como namorada ou como uma acompanhante de viagem. Ela conquistava a confiança das vítimas e, após conseguir acesso às residências, levava dinheiro, ouro e artigos de luxo. A tática de exploração da "confiança construída por meio de relacionamentos online" é central na narrativa dos promotores.

Nathan Hochman, um dos promotores do caso, ressaltou a natureza premeditada das ações. Até o momento, a influenciadora mantém a posição de que nega todas as acusações que pesam contra ela, afirmando ter sido injustamente incriminada em seus registros públicos.

Lavie responde a seis acusações criminais no Condado de Los Angeles. Estas incluem dois cargos de uso não autorizado de informações pessoais, dois de furto qualificado e dois de invasão residencial, sendo que um dos casos de invasão ocorreu com uma pessoa presente no imóvel.

Caso seja condenada por todas essas acusações, a pena estimada pode ultrapassar 11 anos de prisão. Essa possibilidade de condenação dura torna o cenário judicial ainda mais complexo para a influenciadora.

Nova prisão por furto em festival e uso de tornozeleira

Enquanto respondia ao primeiro processo em liberdade, usando uma tornozeleira eletrônica, Lavie voltou a ser presa em julho de 2025. Esse segundo episódio de conflito com a polícia ganhou destaque pela forma como a detenção ocorreu.

Investigadores da cidade de Riverside afirmam que ela teria furtado objetos de um homem durante o festival Coachella, em 2025. Entre os itens roubados estaria um relógio Rolex avaliado em US$ 8,6 mil, óculos, um porta-cartões da Louis Vuitton e dinheiro, totalizando um prejuízo superior a US$ 11 mil.

A polícia de Indio informou que imagens de câmeras de segurança mostram Lavie entrando no veículo da vítima após uma discussão sobre uma pulseira de acesso ao festival. O mandado que revelou a investigação da dopagem trouxe outro detalhe significativo sobre sua conduta recente.

Quando um policial de Beverly Hills encontrou Lavie em um restaurante, ela supostamente não estava usando a tornozeleira determinada pela Justiça. O dispositivo eletrônico indicava que ela deveria estar em um hotel próximo, mas ela estava no estabelecimento, o que resultou em sua nova prisão.

Dúvidas sobre a saúde mental da influenciadora

Em agosto, a defesa de Lavie pediu aos tribunais que ela fosse encaminhada a um programa de tratamento de saúde mental, em vez de continuar respondendo pelo caminho criminal tradicional. Um juiz de Los Angeles rejeitou esse pedido específico de encaminhamento.

Dias depois dessa decisão, o processo chegou a ser temporariamente suspenso. A defesa levantou dúvidas sobre a capacidade mental da influenciadora para acompanhar o próprio julgamento de forma consciente. A Justiça determinou que essa questão fosse avaliada por especialistas antes de dar continuidade à ação criminal.

Atualmente, as investigações sobre os supostos furtos e sobre a possível dopagem de Stephen Cloobeck são conduzidas separadamente. Até o momento, Lavie não foi denunciada criminalmente pela suspeita envolvendo a cetamina, mas a situação permanece volátil. As autoridades seguem suas investigações enquanto a modelo lida com os reflexos legais de suas ações recentes nos tribunais californianos. A população e a mídia acompanham de perto o desenrolar da situação de uma das figuras públicas mais comentadas no cenário dos crimes de luxo na Califórnia.