Justiça mantém presos cinco acusados de desviar R$ 27 milhões em MS

Polícia Corrupção 19/08/2026 09:28 Acir Pauta Diária pautadiaria.com.br

Cinco pessoas acusadas de desviar R$ 27 milhões de dinheiro público em Mato Grosso do Sul continuam presas. A Justiça negou os pedidos de liberdade. Elas são suspeitas de participar de um esquema de corrupção descoberto pela Operação Gutenberg. Um dos acusados, o publicitário Heyder Bartz, ainda está foragido.

Por unanimidade, a Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu manter presos cinco acusados de desviar R$ 27 milhões dos cofres públicos. Um deles, o publicitário Heyder Bartz, ainda está foragido.

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS) negou, nesta terça-feira (18), os pedidos de liberdade feitos pelas defesas de cinco acusados de participar de uma organização criminosa que teria desviado R$ 27 milhões do dinheiro público.

  • São 5 acusados presos: um advogado, um ex-prefeito, dois empresários e um publicitário.
  • Eles são suspeitos de usar contratos públicos sem licitação para desviar dinheiro.
  • O esquema também usava pacientes carentes como forma de pressão em prefeitos.
  • O publicitário Heyder Bartz é quem geria o esquema pela Editora Avante.
  • A Justiça manteve as prisões porque há risco de fuga e de atrapalhar as investigações.

O relator do caso, desembargador Waldir Marques, manteve a prisão do advogado Gabriel Taquino de Paula, do ex-prefeito de Fátima do Sul e ex-assessor do deputado estadual, Eronivaldo da Silva Vasconcelos, conhecido como Júnior Vasconcelos, dos empresários Francisco Anízio dos Santos e Matheus Oliveira Peixoto, e do publicitário Heyder Bartz.

Bartz é apontado como um dos operadores do esquema, usando a Editora Avante. Ele está foragido há mais de um mês, desde que escapou da ação do Ministério Público durante a Operação Gutenberg, em julho.

As defesas pediam a soltura dos acusados, mas os desembargadores entenderam que ainda há motivos para manter a prisão preventiva.

A decisão é mais uma derrota para os investigados, que continuam presos enquanto a investigação segue.

Acusações envolvem contratos públicos

De acordo com as acusações, o grupo teria criado um esquema para conseguir contratos públicos de forma irregular e desviar dinheiro das prefeituras.

Um dos pontos mais chamativos é que eles usariam a Central de Regulação para pressionar prefeitos a contratar seus serviços sem licitação.

Também há suspeitas de que pacientes eram usados como forma de pressão política, com ameaças sobre vagas em hospitais.

As suspeitas geraram grande repercussão e aumentaram a cobrança por punição, mas os acusados ainda têm direito a defesa e ao processo legal.

Defesas ainda podem recorrer

Com essa decisão, as defesas podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar soltar os acusados.

Outros investigados, como Giovanni Paroschi Jafar, ainda aguardam julgamento de seus pedidos de liberdade no TJMS.

No total, 13 acusados continuam presos por causa das investigações da Operação Gutenberg.

A decisão de manter as prisões mostra que a Justiça quer garantir a investigação enquanto analisa as provas apresentadas pelo Ministério Público e pelas defesas.