A Justiça de Mato Grosso suspendeu a obrigação do policial Jeovanio Vidal Gribiel de pagar o tratamento psicológico da colega que ele estuprou em 2022. Ele continua afastado e proibido de se aproximar da vítima, mas não precisa mais custear a terapia.
O policial civil Jeovanio Vidal Gribiel, condenado a oito anos de prisão por estuprar uma colega de trabalho, conseguiu na Justiça o direito de não pagar mais o tratamento psicológico da vítima. A decisão foi tomada pelo Tribunal na última terça-feira (4), depois que a defesa dele pediu revisão das medidas.
- O crime aconteceu em novembro de 2022, em Goiânia, durante uma viagem de trabalho. Jeovanio colocou uma substância na bebida da colega e a violentou enquanto ela estava desacordada.
- Ele foi condenado por estupro de vulnerável e afastado do cargo.
- Além do estupro, ele também é investigado pela morte de um idoso de 87 anos em 2024.
- A Justiça manteve a proibição de contato com a vítima e a suspensão do porte de arma.
- O g1 tentou falar com a defesa dele, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
A defesa de Jeovanio entrou com um pedido de habeas corpus contra a decisão da primeira instância. O Tribunal, ao analisar o caso, manteve a maioria das medidas, mas tirou a obrigação de pagar pela terapia da vítima.
Entenda o caso
A vítima, que também é policial, contou que acordou durante o abuso e pediu para ele parar, mas ele continuou. A Justiça determinou várias medidas para protegê-la, incluindo o afastamento do agressor e a distância mínima de 500 metros.
Entre as medidas estavam: afastamento imediato, proibição de contato, suspensão do porte de arma, multa de R$ 3 mil por descumprimento e o custeio do tratamento psicológico (que foi revogado agora).
Outra investigação
Jeovanio também é investigado pela morte de João Antônio Pinto, de 87 anos, durante uma abordagem policial em Cuiabá. A polícia disse que foi legítima defesa, mas o Ministério Público pediu mais investigações. O caso está em segredo de justiça.
Como pedir ajuda
O aplicativo 'SOS Mulher MT' ajuda vítimas de violência doméstica. Ele tem um botão de pânico para pedir socorro e está disponível em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis. Em outras cidades, dá para pedir medida protetiva e ver telefones de emergência.
As medidas protetivas são ordens da justiça para proteger quem está em perigo. Podem ser pedidas em delegacias, Ministério Público ou Defensoria Pública, sem precisar de advogado.

Justiça de Mato Grosso determinou o afastamento do policial civil Jeovanio Vidal Gribiel após condenação por estupro (Foto: Reprodução)


