Uma adolescente de 12 anos foi levada ao hospital após ingerir veneno e, ao ser atendida, revelou que sofria abusos sexuais do padrasto. Ela também disse que a irmã mais nova, de 8 anos, era vítima do mesmo crime. O suspeito, de 26 anos, foi preso em Sinop, Mato Grosso.
Um homem de 26 anos foi preso suspeito de estuprar a enteada, de 12 anos, em Sinop, a 500 km de Cuiabá. A prisão aconteceu depois que a adolescente deu entrada em uma unidade de saúde e contou que era vítima de abusos sexuais praticados pelo padrasto.
De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência começou após uma denúncia recebida pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), informando que uma menina havia sido levada à UPA Menino Jesus com suspeita de ingestão de veneno. No local, uma amiga da família contou aos policiais que a adolescente passou mal e, ao tentar ajudá-la, ouviu da própria vítima que vinha sofrendo violência sexual praticada pelo padrasto.
- A adolescente de 12 anos tomou veneno de propósito para chamar atenção e pedir ajuda.
- Ela revelou os abusos para uma amiga da família, que chamou a polícia.
- A irmã mais nova, de apenas 8 anos, também era vítima do padrasto.
- A mãe das meninas disse que nunca percebeu nada de errado.
- O padrasto foi preso e está à disposição da Justiça.
Em conversa com os militares, a adolescente confirmou os abusos e disse ainda que o suspeito também teria abusado sexualmente de sua irmã, uma criança de apenas 8 anos. A mãe das meninas informou à polícia que nunca havia percebido qualquer indício dos crimes.
Como a adolescente estava em atendimento médico e seria levada para a UPA André Maggi para fazer exames, os policiais evitaram fazer novas perguntas para não causar mais sofrimento à vítima. O Conselho Tutelar foi chamado para acompanhar o caso e dar assistência às crianças.
Diante das informações, o suspeito foi detido e levado para a delegacia da Polícia Civil, onde ficou à disposição da Justiça. A Polícia Civil vai investigar o caso para confirmar as denúncias e tomar as medidas necessárias. Como as vítimas são menores de idade, as identidades dos envolvidos não foram divulgadas.

Amanda Divina



