pt-br

Cuiabá (), 15 de maio de 2026

PF fecha cerco a grupo de combustíveis que escondeu bilhões

Polícia Combustíveis 15/05/2026 09:10 Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

A Polícia Federal prendeu suspeitos e bloqueou mais de R$ 52 bilhões de um grupo de combustíveis que usava empresas falsas e contas no exterior para esconder dinheiro e sonegar impostos. A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e contou com ajuda da Receita Federal.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (15) a Operação Sem Refino. O objetivo é apurar a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e no Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

  • A Justiça bloqueou cerca de R$ 52 bilhões em dinheiro e bens dos suspeitos.
  • Uma pessoa está sendo procurada pela Interpol, a polícia internacional.
  • As empresas do grupo também foram proibidas de funcionar durante a investigação.
  • O grupo suspeito é do ramo de combustíveis e usava empresas laranja para esconder patrimônio.
  • A operação também investiga fraudes fiscais e ligações com agentes públicos.

Também foi determinada a inclusão de um dos investigados na Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), além do bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

A operação contou com apoio técnico da Receita Federal.

Em nota, a corporação informou que as investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo.

A investigação integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da ADPF 635/RJ, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro, destacou a PF.