Naufrágio em Djibuti mata mais de 100 migrantes e deixa 116 desaparecidos

Mundo Naufrágio 11/10/2026 08:31 AFP | Jovem Pan jovempan.com.br

Uma embarcação que transportava 350 pessoas afundou no litoral de Djibuti, matando 109 pessoas, incluindo 15 crianças, e deixando 116 desaparecidas. A tragédia ocorreu na rota entre Djibuti e Iêmen, área estratégica e movimentada.

Pelo menos 109 migrantes, entre eles 15 crianças, morreram e 116 continuam desaparecidos após o naufrágio de uma embarcação na noite de 8 para 9 de outubro nas costas do Djibuti, informou a ONU neste domingo. A tragédia ocorre em uma das rotas mais perigosas para o fluxo de refugiados na região.

Segundo os sobreviventes, a embarcação, que transportava 350 pessoas do Djibuti para o Iêmen, virou perto de Guhere, ao norte da cidade de Obock, informa um comunicado da Organização Internacional para as Migrações (OIM). A embarcação afundou em águas rasas próximas ao litoral.

  • 109 mortos: O total inclui 15 crianças e varia entre os relatos iniciais das autoridades.
  • 116 desaparecidos: Operações de resgate ainda buscam os demais tripulantes da embarcação.
  • 350 a bordo: O barco saía de Djibuti com destino ao Iêmen, rota comum para migrantes.
  • OIM no local: Equipes da Organização Internacional para as Migrações auxiliam as buscas.
  • Contexto do conflito: Milhares de pessoas fogem do Iêmen devido à guerra civil na região.

Operações de resgate e apoio humanitário

Equipes da OIM estão na região e auxiliam as autoridades locais nas buscas pelos desaparecidos. A organização internacional de migração coordena os esforços humanitários para apoiar as famílias das vítimas e garantir segurança aos sobreviventes. O cenário é crítico, dado o alto número de pessoas a bordo em relação à capacidade da embarcação.

Importância estratégica da região

O Djibuti margeia o Estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Golfo de Aden ao Mar Vermelho e por onde transita uma parte importante do comércio entre a Ásia e a Europa. A passagem marítima tornou-se ainda mais importante, especialmente para as exportações de petróleo saudita, desde o bloqueio do Estreito de Ormuz por parte do Irã, do outro lado da Península Arábica. Essa tensão geopolítica aumenta a presença militar e o tráfego de navios na área.

Crise de refugiados no Iêmen

A OIM alertou no início de setembro que mais de 2.000 pessoas fugiram do Iêmen para o Djibuti em poucos dias, devido aos combates entre as forças governamentais e os rebeldes houthis. A instabilidade continua a empurrar milhares de cidadãos para rotas perigosas de migração forçada, onde a falta de regulamentação e fiscalização contribui para tragédias como esta. A comunidade internacional monitora a situação com atenção.