Christa Pike recebeu a injeção letal, mas sobreviveu e está internada em estado grave. O governador suspendeu as execuções no Tennessee para investigar o caso.
Uma mulher que deveria ter sido executada por injeção letal nos Estados Unidos está atualmente inconsciente e conectada a um respirador, conforme afirmado por seus advogados em um documento judicial nesta sexta-feira (2).
A tentativa de execução de Christa Pike foi a segunda a falhar neste ano no estado do Tennessee. Diante da situação, o governador Bill Lee decidiu suspender todas as execuções no estado enquanto o caso é investigado.
- Christa recebeu duas doses de pentobarbital, mas permaneceu viva.
- Seus braços ficaram inchados, queimados e cobertos de bolhas após a injeção.
- Ela foi levada de ambulância para um hospital próximo em estado grave.
- O governador do Tennessee suspendeu as execuções para apurar a falha.
- A mãe da condenada pediu desculpas públicas do Estado pela situação.
Nos últimos dias, Christa recebeu na quarta-feira (30) duas doses de pentobarbital, medicamento usado para executar a sentença de morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, ocorrido em 1995. No entanto, em vez de falecer, ela continuou viva e foi imediatamente socorrida por uma ambulância para um hospital próximo.
A mãe de Christa expressou sua indignação com o ocorrido: O Estado me deve um grande pedido de desculpa. Tudo o que eu queria era justiça, declarou.
Estado grave e investigação do caso
O advogado Luke Ihnen confirmou que a condenada segue em estado grave e está sendo atendida em um hospital da área de Nashville. Ele detalhou que ela está intubada, conectada a um respirador artificial e permanece inconsciente.
Segundo o advogado, os médicos do hospital trabalham para salvar a vida da Sra. Pike. Ele acrescentou que a paciente chegou ao local com os braços inchados, queimados e cheios de bolhas, evidenciando a severidade do procedimento que falhou.
Christa foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, que tinha 19 anos à época do crime. Naquele momento, Christa tinha 18 anos e era colega de Colleen em um centro de formação profissional. É notório que os outros dois cúmplices envolvidos no crime escaparam da pena capital.

Christa está ligada a um respirador, segundo seus advogados. Foto: DIVULGAÇÃO / DEPARTAMENTO DE CORREÇÕES DO TENNESSEE / AFP


