China promete continuar ajudando Cuba e exige fim do bloqueio dos EUA

Mundo Diplomacia 28/09/2026 08:56 Lusa | Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br

O governo chinês garantiu que manterá seu apoio a Cuba, reforçando a aliança entre os países e exigindo o fim das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, e ocorre após o vice-presidente chinês, Han Zheng, discursar na Assembleia Geral da ONU criticando a política de confrontos e o embargo norte-americano.

A China afirmou que continuará apoiando Cuba "independentemente das mudanças que ocorram no cenário internacional", reforçando a aliança entre os dois países e a oposição de Pequim às sanções impostas pelos Estados Unidos à ilha.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou que, ao longo dos 66 anos desde o estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, a amizade entre China e Cuba "tem sido transmitida de geração em geração".

  • Duração da Aliança: China e Cuba mantêm relações diplomáticas há 66 anos.
  • Fim do Bloqueio: Pequim exige o fim imediato das sanções econômicas dos EUA.
  • Posicionamento ONU: O discurso ocorreu na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.
  • Critica à Guerra Fria: O vice-presidente Han Zheng criticou a "mentalidade de Guerra Fria" e o confronto entre blocos.
  • Crise Cubana: Cuba sofre com falta de energia e alimentos, o que agrava a necessidade de apoio internacional.

O posicionamento oficial de Pequim

"Independentemente das mudanças que ocorram no cenário internacional, a China continuará, como sempre, a apoiar firmemente Cuba na exploração de um caminho de desenvolvimento socialista adequado às suas condições nacionais", afirmou o porta-voz. Guo acrescentou que Pequim também seguirá apoiando Cuba na defesa de sua soberania nacional e se posicionando contra interferências externas.

A declaração acontece após o vice-presidente chinês, Han Zheng, participar do debate geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, no sábado, dia 26 de setembro. Durante o discurso, Han defendeu uma visão de segurança baseada na cooperação e criticou o que chamou de "confronto entre blocos" e "mentalidade de Guerra Fria".

Crítica ao embargo dos Estados Unidos

O representante chinês também defendeu que conflitos internacionais sejam resolvidos por meio do diálogo e da cooperação e reiterou a posição de Pequim contrária ao embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba.

A questão do embargo norte-americano à ilha voltou a ser discutida formalmente na Assembleia Geral da ONU durante a atual sessão. A China tem condenado repetidamente as sanções dos Estados Unidos contra Cuba e classificado a política norte-americana em relação à ilha como uma forma de coerção econômica.

A grave crise econômica em Cuba

A manifestação chinesa ocorre em um momento de forte pressão econômica sobre Cuba, que enfrenta há anos dificuldades no abastecimento de energia, combustível e outros produtos essenciais.

O governo cubano atribui parte significativa dessas dificuldades às sanções impostas por Washington, enquanto críticos do regime também apontam problemas estruturais da economia, baixa produtividade e falta de investimentos como fatores importantes para a crise.

Pequim também afirma que se opõe a sanções unilaterais e a interferências nos assuntos internos de outros países, além de defender que Cuba tenha liberdade para escolher seu próprio modelo político e econômico.