Homem é preso com fita e abraçadeiras no avião após beber: entenda

Mundo Agressividade 18/09/2026 07:11 Fernando Moreira | Extra extra.globo.com

Arthur Layne Lundeen, de 67 anos, foi imobilizado por outros passageiros em um voo da American Airlines nos EUA. Ele teria perdido o controle após consumir dois coquetéis de vodca com suco de laranja e proferir insultos racistas e homofóbicos. A confusão forçou um pouso de emergência em Maryland.

Sentindo-se inseguro ou desconfortável, um passageiro de 67 anos precisou ser contido pelos colegas de viagem. Ele foi preso ao assento com fita adesiva e abraçadeiras de plástico enquanto o avião voava pelo Estados Unidos. O caso ocorreu durante uma viagem da American Airlines de Dallas, no Texas, para Nova Jersey. O que motivou a situação foi um comportamento agressivo e ameaçador.

Arthur Layne Lundeen, identificado como o homem envolvido, disse a um juiz do estado de Maryland que havia bebido duas doses de bebida alcoólica antes do incidente. Segundo o registro no jornal The Baltimore Banner, ele consumiu drinques com vodca e suco de laranja logo no início do trajeto. Não há informações oficiais se ele bebeu antes de embarcar. A atitude dele fez com que outros passageiros e a tripulação agissem para garantir a segurança. Eles o amarraram à poltrona da primeira classe para evitar que ele lesasse a si mesmo e aos demais. Na ocasião, Lundeen também teria agredido um policial responsável pela retirada dele da aeronave após o pouso.

Aqui estão os pontos principais do caso:

  • O passageiro Arthur Lundeen, de 67 anos, foi preso ao assento com fita e abraçadeiras.
  • Ele admitiu ter bebido dois coquetéis de vodca durante o voo.
  • O voo original era de Dallas para Nova Jersey, mas fez pouso emergencial em Maryland.
  • Ele foi demitido de uma imobiliária no Arizona logo após o ocorrido.
  • O incidente começou com uma discussão sobre religião que saiu do controle.

Do diálogo amigável ao surto nervoso

Antes do caos, Lundeen trabalhava como corretor de imóveis no estado do Arizona. Ele perdeu o emprego poucos dias após o episódio no avião. De acordo com a pessoa que estava sentada ao lado dele, o rabino messiânico Jonathan Cahn, a situação começou de forma tranquila. Inicialmente, eles conversavam de maneira descontraída e cordial. O tom mudou completamente quando o assunto da conversa passou a ser religião. Foi nesse momento que o passageiro teve uma forte reação emocional e perdeu a compostura. O comportamento dele se tornou imprevisível e agressivo para quem estava ao redor.

Cahn descreveu a transformação súbita de Lundeen. Ele comentou que viu o homem mudar de um jeito muito rápido. Nunca vi alguém mudar num piscar de olhos, passando da luz para as trevas, como vi naquela ocasião, declarou o rabino ao site NY Post. Ele explicou que Lundeen parecia ter sido tomado por algo. Ele passou de uma pessoa extremamente simpática a alguém sombrio, completou a testemunha. Essa mudança de postura assustou os demais passageiros a bordo. Eles não sabiam como reagir a tanto nervosismo em um espaço fechado.

Além das expressões agressivas visíveis, Lundeen teria proferido ofensas graves. Ele usou palavrões e fez comentários discriminatórios. Os insultos eram racistas e homofóbicos, ferindo a dignidade de outros passageiros. Além disso, houve relatos de que ele começou a gritar ofensas religiosas. Ele blasfemava contra Jesus e Deus, conforme o relato do rabino Cahn. Essa mistura de álcool, estresse e ofensas verbais escalou a tensão no salão de passageiros da primeira classe.

Pouso de emergência e versão do passageiro

Um policial aposentado chamado Juan Mejia esteve presente na resolução do caso. Ele ajudou a imobilizar Arthur Lundeen para que a tripulação pudesse agir. Mejia forneceu detalhes adicionais sobre o momento na aeronave. Segundo ele, um comissário de bordo relatou que haviam servido, no mínimo, uma bebida ao passageiro. Ele chegou a dizer que o voo vinha de Dallas e já estava em ar há cerca de duas horas quando tudo saiu do controle. Para a equipe de segurança, a intervenção era necessária para evitar riscos maiores.

Depois do pouso de emergência em Baltimore, no Maryland, Lundeen foi ouvido pela justiça. Em tribunal, ele alegou que não conseguia se lembrar de eventos recentes. Não me lembro de nada do que aconteceu, disse ele a um juiz na cidade de Annapolis. Essa falta de memória contrastava com o relato das testemunhas e das câmeras de segurança. A versão dele sugeria que sua consciência sobre os atos havia falhado antes do surto. A confusão resultou em consequências profissionais e jurídicas para o homem.

O caso ganhou amplo repercussão nos Estados Unidos e nas redes sociais. A imagem do homem preso ao banco com fita adesiva viralizou. O incidente levantou debates sobre limites de consumo de álcool em voos e segurança. Também trouxe à tona a forma como passageiros podem intervir em situações de risco imediato. A história de Lundeen serviu de alerta para outros viajantes e companhias aéreas. Ela mostrou como uma conversa simples pode ter desfecho trágico e caótico.