Parlamento Europeu aponta Rússia como maior ameaça externa à União Europeia

Mundo Rússia 15/09/2026 14:01 Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br

Relatório aprovado no Parlamento Europeu define a Rússia como principal risco ao bloco, citing ataques digitais e físicos. O texto defende a criação de um centro para proteger democracias e eleições europeias contra interferências.

O Parlamento Europeu identificou a Rússia como a principal ameaça externa à União Europeia em um relatório aprovado nesta terça-feira durante uma sessão plenária no bloco.

O documento compila as conclusões da Comissão Especial sobre o Escudo Europeu da Democracia e oferece recomendações fortalecer a proteção das instituições europeias contra interferências de outros países.

  • A Rússia é citada como o maior risco por ataques híbridos, como ciberataques e sabotagem.
  • O relatório recebeu 420 votos a favor, 220 contra e 26 abstenções dos eurodeputados.
  • Propõe a criação do Centro Europeu da Resiliência Democrática para unificar a defesa.
  • Outros países como Belarus, China e Irã também são listados como ameaças.

Novo centro para proteger democracias e evitar duplicidade de esforços

Entre as medidas aprovadas pelos representantes europeus está a sugestão de criar o Centro Europeu da Resiliência Democrática. Essa iniciativa busca organizar as redes e estruturas já existentes para prevenir, detectar e responder a ameaças no meio digital.
O objetivo declarado pelo Parlamento é evitar que cada país trabalhe de forma isolada, o que hoje causa uma fragmentação dos esforços e uma duplicação de estruturas em toda a União.

Os parlamentares sugeriram que a participação nesse novo centro seja obrigatória para todos os Estados-membros da União. Além disso, insistiram na necessidade de haver um controle rigoroso do Parlamento sobre todas as atividades desse órgão para garantir transparência.

Ataques híbridos e sanções contra desinformação

O relatório destaca especificamente os ataques híbridos atribuídos à Rússia contra infraestruturas essenciais. Essas ações incluem ciberataques, atos de sabotagem, incêndios criminosamente provocados, espionagem e a interferência em sinais de comunicação.
Além de Moscou, o documento também menciona ameaças provenientes de Belarus, China, Irã e Coreia do Norte, indicando que o perigo é múltiplo, mas a Rússia mantém o papel de principal adversidade.

Os eurodeputados apoiaram ainda a ideia de ampliar as sanções internacionais. A proposta mira pessoas e organizações que ajudem em campanhas de desinformação ou que assistam indivíduos a contornar as medidas restritivas já aplicadas pela União Europeia.

O texto final aprovado também discute a importância de proteger a soberania do bloco, a integridade dos processos eleitorais e a liberdade dos meios de comunicação. Todas essas medidas integram os esforços da UE para reforçar sua capacidade de resposta a interferências externas e proteger as instituições democráticas dos seus países membros.