UE quer impor sanções mais duras contra a Rússia

Mundo Sanções 18/08/2026 08:38 Estadão Conteúdo jovempan.com.br

A União Europeia está preparando sanções mais fortes contra a Rússia, que continua atacando a infraestrutura de energia da Ucrânia.

UE promete sanções mais fortes contra a Rússia

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, afirmou nesta segunda-feira (17) que o bloco está preparando uma nova rodada de sanções contra a Rússia. Ela disse que essas sanções serão as mais fortes desde o início da guerra na Ucrânia.

No outono (primavera no Brasil) apresentarei a lista de sanções mais abrangente desde o começo do conflito. Se for aprovada, o número de russos e empresas sancionados aumentará em um terço. A pressão precisa aumentar até a Rússia parar a guerra, disse Kallas em entrevista a uma TV alemã.

  • A União Europeia quer punir mais duramente a Rússia por causa da guerra na Ucrânia.
  • As novas sanções podem atingir muito mais pessoas e empresas russas.
  • A Rússia está sendo acusada de atacar a infraestrutura de energia da Ucrânia.
  • A Ucrânia também revidou atingindo uma grande loja online russa.
  • Kallas disse que a Europa está sofrendo com ataques cibernéticos e sabotagens da Rússia.

Rússia ataca energia ucraniana

Segundo Kallas, a Europa também está enfrentando ameaças da Rússia, como ataques cibernéticos, espionagem e sabotagem. Recentemente, mísseis e drones russos invadiram o espaço aéreo da Polônia e da Romênia. Isso testa nossa determinação e nossa defesa, alertou.

A Rússia atacou as instalações da empresa estatal de energia da Ucrânia, a Naftogaz, 13 vezes na última semana. Desde o início do ano, já foram quase 300 ataques a essas instalações.

Ucrânia reage

Os ataques à infraestrutura de energia da Ucrânia têm como objetivo deixar a população sem eletricidade, aquecimento e água, principalmente no inverno. O governo ucraniano disse que a Rússia está usando o frio como arma de guerra.

A Ucrânia respondeu e conseguiu atingir depósitos da Wildberries, a maior loja online da Rússia, a mais de 2.000 quilômetros da fronteira.