José Luiz Felício Filho, dono da Voepass, confessou à Polícia Federal que tinha conhecimento da prática de esconder problemas técnicos dos aviões. O voo 2283 caiu em Vinhedo (SP) em 2024, matando 62 pessoas, e o relatório aponta que a omissão na manutenção contribuiu para o acidente.
O dono e presidente da Voepass, José Luiz Felício Filho, admitiu à Polícia Federal (PF) que sabia da prática de esconder problemas técnicos dos aviões. O voo 2283 caiu em Vinhedo (SP) em 2024 e matou 62 pessoas.
No depoimento, o empresário revelou que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) o alertou várias vezes sobre o comportamento dos pilotos de não relatar as falhas das aeronaves. O motivo era evitar que os aviões ficassem no chão e que eles perdessem a licença para voar.
- O dono da Voepass sabia que os pilotos escondiam os defeitos dos aviões.
- A Anac avisou o empresário sobre esse comportamento dos pilotos.
- Os pilotos do voo 2283 receberam cinco alertas de falhas antes da queda.
- Os alertas pediam para sair da área de gelo e manter a velocidade segura.
- O relatório da PF diz que a empresa priorizava os voos em vez da segurança.
No relatório da PF, Felício admitiu saber da "cultura de omissão" das falhas. O documento aponta que o problema no sistema de degelo não foi um caso isolado, mas sim o resultado de várias atitudes de descuido. A empresa priorizava ter a frota disponível, em vez de garantir a segurança dos voos.
Problemas no voo e alertas ignorados
A perícia mostrou que, antes do acidente, os pilotos receberam ao menos cinco avisos de problemas. Esses avisos indicavam que eles deveriam sair da área com formação de gelo e manter a velocidade mínima de segurança para condições severas. Como essas instruções não foram seguidas, o avião perdeu o controle.
Felício foi indiciado pela PF em agosto. A polícia entende que ele fazia parte da diretoria da empresa responsável pelas falhas de gestão, manutenção e segurança que levaram à queda do avião.



