A Polícia Federal descobriu quatro perfis brasileiros que postaram vídeos incentivando agressões a mulheres em uma trend mundial chamada 'Caso ela diga não'. A investigação mostra que a maioria dos conteúdos foi publicada em 2025, mas viralizou em março de 2026.
A Polícia Federal (PF) concluiu a investigação para descobrir de onde surgiram os vídeos que viralizaram na trend mundial 'Caso ela diga não', que incentivava violência contra mulheres.
A investigação da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos de Ódio, em Brasília, identificou quatro perfis brasileiros.
- Os perfis foram criados entre 2024 e 2025.
- A maioria dos vídeos viralizou em março de 2026, no Mês Internacional da Mulher.
- As imagens mostravam homens sendo agredidos ou mortos depois de uma recusa amorosa.
- A PF contou com a ajuda do TikTok para apagar os vídeos e obter dados.
- Os suspeitos são, em sua maioria, jovens.
Os perfis foram criados entre 2024 e 2025 e a maioria do conteúdo que viralizou foi publicada no ano passado, mas teve maior impacto em março deste ano, no Mês Internacional da Mulher.
As imagens, que se espalharam por centenas de páginas, mostravam homens ajoelhados pedindo mulheres em casamento ou fazendo 'cantadas' em festas e, logo depois, espancamentos e até esfaqueamento após uma negativa da investida. Um 'ensinamento caso ela diga não', apontavam os perfis.
No começo da investigação, a PF trabalhou para descobrir a origem dos vídeos, se partiram do Brasil ou de outro país. Agora, com a identificação dos brasileiros, em sua maioria jovens, a coordenação de Brasília enviou os dados para as superintendências continuarem as investigações nos estados e pedir medidas judiciais à Justiça.
Em março deste ano, à CNN Brasil, o delegado Flávio Rolim, chefe da unidade de investigação, disse que essa trend demonstrava 'um movimento cíclico e que os adolescentes que assistiam podem crescer como algozes'. 'É preciso uma atuação preventiva das plataformas', disse.
A PF contou com a colaboração da rede TikTok, onde a trend viralizou. A plataforma apagou os vídeos e repassou os dados para o inquérito da PF.

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