O Conselho de Segurança da ONU começou a votação para escolher o novo secretário-geral. Sete pessoas, de diferentes países, estão na disputa para substituir António Guterres, que termina o mandato em dezembro de 2026. A votação inicial é secreta e serve para medir o apoio de cada candidato.
O Conselho de Segurança da ONU começou, nesta quinta-feira (30), o processo para escolher o próximo secretário-geral das Nações Unidas. Eles fizeram uma votação secreta para testar o apoio que cada um dos sete candidatos tem.
- São quatro mulheres e três homens na disputa para substituir António Guterres.
- O mandato de Guterres termina no dia 31 de dezembro de 2026.
- Os candidatos são: Michelle Bachelet (Chile), María Fernanda Espinosa (Equador), Rafael Grossi (Argentina), Rebeca Grynspan (Costa Rica), Carolyn Rodrigues-Birkett (Guiana), Olara Otunnu (Uganda) e Macky Sall (Senegal).
- Rafael Grossi, chefe da agência de energia atômica da ONU, é o mais comentado, mas ainda não há um favorito claro.
- Muitos países querem que, pela primeira vez, uma mulher lidere a ONU.
Por volta das 10h30 da manhã, no horário local (11h em Brasília), os 15 países que fazem parte do Conselho se reuniram em segredo. Cada um deu, de forma anônima, uma nota para cada candidato: "recomendar", "não recomendar" ou "sem opinião".
Embora Rafael Grossi seja o nome mais lembrado, os especialistas acham que, por enquanto, não há um favorito. A disputa pode durar vários meses.
"É importante começar o processo. É importante que escolhamos o melhor candidato", disse o embaixador do Paquistão na ONU, Asim Ahmad, ao chegar para a reunião.
Pouca gente arrisca dar um palpite, pois o resultado depende, na prática, dos cinco países que têm poder de veto no Conselho: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. Eles não mostraram suas preferências ainda.
Segundo uma tradição geográfica, que nem sempre é seguida, chegou a vez da América Latina ter um secretário-geral. É por isso que a maioria dos candidatos é dessa região.

Conselho de Segurança das Nações Unidas em reunião. Foto: ANGELA WEISS / AFP


