O aumento dos conflitos no Oriente Médio, especialmente no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz, causou uma alta de 4% no preço do petróleo. A commodity chegou a ser negociada a US$ 104. Especialistas alertam que essa instabilidade pode elevar os preços de produtos e serviços no mundo todo, dificultando a queda dos juros.
O preço do petróleo subiu cerca de 4% nesta segunda-feira (12) devido ao aumento das tensões políticas no Oriente Médio. O economista Alan Ghani, em entrevista à Jovem Pan, explicou que a instabilidade no Estreito de Ormuz e os novos riscos no Mar Vermelho estão pressionando fortemente o valor da commodity no mercado internacional.
O mercado financeiro reagiu com preocupação aos ataques de grupos houthis no Mar Vermelho, uma região essencial para a passagem de navios e o transporte de petróleo. Ghani destacou que a preocupação não está apenas no Estreito de Ormuz, mas em toda a rede de rotas estratégicas que garantem o abastecimento energético global.
- O barril de petróleo chegou a ser negociado na faixa de US$ 104.
- A alta de 4% foi registrada nesta segunda-feira, 12 de outubro.
- Os ataques no Mar Vermelho são o principal foco da preocupação dos investidores.
- O Estreito de Ormuz continua sendo a principal rota de petróleo do mundo.
- A alta dos preços do petróleo impacta diretamente os preços dos combustíveis e a inflação.
O barril ultrapassa a marca de US$ 100
Alan Ghani acompanhou de perto as variações do preço do petróleo durante a madrugada e o início da manhã. Ele confirmou que, após oscilar entre altas e baixas, o barril se estabilizou na faixa de US$ 104. Para o economista, essa valorização é direta consequência do aumento da percepção de risco sobre as principais rotas de comércio marítimo e de energia.
O comportamento dos preços reflete o medo dos investidores em relação aos efeitos dos conflitos armados no transporte internacional de cargas. A análise indica que a instabilidade em diferentes pontos estratégicos da região está ampliando a pressão sobre o mercado de petróleo, tornando o cenário cada vez mais imprevisível.
Efeitos na inflação e nos juros
Segundo Ghani, a alta do petróleo vai além do setor de energia. A manutenção dos preços em patamares elevados tende a encarecer diversos produtos e serviços, o que pode gerar um impacto negativo na inflação internacional. Isso acontece porque o petróleo é insumo para inúmeras indústrias e meios de transporte.
O economista avalia que uma inflação mais resistente e persistente pode atrapalhar o trabalho dos bancos centrais de países desenvolvidos. Isso pode manter as taxas de juros pressionadas em alta por mais tempo. "Isso significa as consequências que a gente já conhece: mais inflação no mundo e taxas de juros mais pressionadas", disse o analista durante a participação no Jornal da Manhã.

Petróleo - Divulgação / ABAR


