Economistas preveem inflação acima de 5% e queda no crescimento da economia

Economia Inflação 05/10/2026 14:06 Folhapress noticiasaominuto.com.br São Paulo SP

O Boletim Focus indicou que a inflação neste ano deve ultrapassar 5%, enquanto as previsões para o crescimento do PIB foram reduzidas para os próximos três anos.

Os economistas aumentaram a previsão da inflação neste ano, que voltou a ficar acima de 5%, segundo o boletim Focus divulgado na manhã desta segunda-feira (5). O levantamento foi encerrado na sexta-feira (2), portanto antes do primeiro turno das eleições, que teve o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A expectativa dos analistas ouvidos pelo Banco Central é que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) termine o ano a 5,01%, aumento de 0,02 ponto percentual em relação à semana passada.

  • A inflação prevista para este ano subiu para 5,01%, ultrapassando o teto da meta de 3%.
  • A projeção do PIB para 2027 caiu para 1,40% e para 2028 para 1,81%.
  • A taxa de juros deve se manter em 13,5% no ano, com dois cortes esperados no fim do ano.
  • O Boletim Focus foi fechado antes do primeiro turno das eleições presidenciais.
  • A inflação para 2029 foi revisada levemente para cima, agora em 3,51%.

Inflação segue acima da meta permitida

O número segue acima do limite da meta estabelecida pelo BC, que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O boletim Focus também aponta uma redução da inflação para o próximo ano de 4,31% para 4,30%. Já a perspectiva do IPCA para 2029 subiu de 3,50% para 3,51%.

Queda nas projeções de crescimento

O levantamento também indicou uma diminuição da previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) neste ano (de 1,86% para 1,85%) e em 2027 (de 1,41% para 1,40%) e em 2028 (de 1,83% para 1,81%).

Já a perspectiva para a taxa de juros foi mantida em 13,5% neste ano, com os analistas esperando mais dois cortes nas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) em novembro e em dezembro.