A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária será verde em outubro. Isso significa que a cobrança extra de R$ 1,88 por 100 kWh será eliminada, reduzindo o valor final da fatura dos brasileiros.
As contas de energia elétrica voltarão a ser calculadas pela bandeira verde a partir de outubro, sem nenhuma cobrança adicional, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (25). A mudança encerra um período de cinco meses com bandeira amarela, que acrescenta R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
Segundo a Aneel, o retorno da bandeira verde ocorre devido ao aumento do volume de chuvas, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. A melhora das condições dos reservatórios permite reduzir o acionamento de usinas termelétricas, que têm custos de geração mais elevados.
- A bandeira verde significa custo zero extra na conta.
- A bandeira amarela, vigente até agora, custava R$ 1,88 a cada 100 kWh.
- O sistema foi criado pela Aneel em 2015 para sinalizar o custo da energia.
- Mais chuvas enchem reservatórios, permitindo usar energia hidrelétrica mais barata.
- O fim da cobrança extra representa alívio no bolso do consumidor.
Por que a bandeira mudou de amarela para verde
O sistema de bandeiras tarifárias funciona como um indicador do custo de produção da energia no país. Quando os reservatórios das hidrelétricas estão baixos, é necessário acionar usinas termelétricas, que queimam combustível e são mais caras. Com as chuvas no Sul e Sudeste, os reservatórios se recuperaram, fazendo com que a Aneel reverta a situação para a bandeira verde, que não possui acréscimo.
Como funciona o sistema de bandeiras
Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica as condições de geração de energia no país e os custos adicionais que podem ser aplicados às contas. Na bandeira verde, não há acréscimo. Na amarela, a cobrança é de R$ 1,88 por 100 kWh. Já a bandeira vermelha acrescenta R$ 4,46 no patamar 1 e R$ 7,87 no patamar 2, também a cada 100 kWh consumidos.

Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil


