Justiça aceita acusação de crime contra honra contra Rei do Algodão

Economia Justiça 08/09/2026 08:18 Folhamax folhamax.com

Tribunal de Justiça de Mato Grosso acolhe queixa-crime por difamação apresentada por empresa consultora contra José e Vera Pupin, no contexto da falência do Grupo Pupin

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso aceitou uma queixa-crime contra José Pupin, conhecido como Rei do Algodão, e sua esposa, Vera Lúcia Camargo Pupin, acusados de difamação. A ação foi proposta pela Fource Consultoria Empresarial Ltda e aceita pelo juiz Moacir Rogério Tortato, da 10ª Vara Criminal de Cuiabá.

A empresa alega que o casal cometeu difamação em 20 ocasiões diferentes, o que caracteriza concurso formal de crimes. O juiz confirmou que existem provas suficientes para que o processo penal avance.

O caso está ligado à recuperação judicial do Grupo Pupin, grupo que enfrentou falências e disputas judiciais há mais de dez anos.

  • A Fource Consultoria acusa José e Vera Pupin de difamação em 20 ocasiões.
  • O juiz Moacir Rogério Tortato aceitou a queixa por considerar que há justa causa.
  • A acusação alega uso de meios que ampliaram a divulgação das ofensas.
  • As disputas judiciais envolvendo o Grupo Pupin duram mais de 10 anos.
  • Em 2026, a recuperação judicial do grupo foi convertida em falência.

Decisão judicial aceita queixa por crime contra a honra

A Justiça de Mato Grosso recebeu uma queixa-crime apresentada pela Fource Consultoria Empresarial Ltda contra José Pupin e Vera Lúcia Camargo Pupin por prática de difamação em 20 ocasiões. A decisão foi proferida pelo juiz Moacir Rogério Tortato, da 10ª Vara Criminal de Cuiabá. O magistrado afirmou que a acusação atende aos requisitos legais e possui elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal.

Justa causa e lastro probatório para acusação

Segundo o juiz Tortato, a narrativa apresentada descreve condutas que, em tese, configuram crimes contra a honra. O magistrado acrescentou haver justa causa e lastro probatório mínimo para o prosseguimento da ação penal. A Fource Consultoria Empresarial alega que o casal atribuiu à empresa irregularidades na condução de operações e fez acusações diretas à empresa e seus sócios.

Controvérsias na recuperação judicial do Grupo Pupin

As acusações surgiram no contexto da recuperação judicial do Grupo Pupin, quando José e Vera Pupin passaram a questionar a atuação da Fource Consultoria Empresarial na gestão de ativos e negócios do grupo. Em manifestações levadas ao Judiciário, o casal apontou supostas irregularidades e fez acusações diretas à empresa e seus sócios. A nova frente judicial surge em meio ao histórico de mais de uma década de disputas envolvendo o Grupo Pupin.

Histórico de 10 anos de crises e falência

A recuperação judicial foi iniciada em 2015 e se arrastou por cerca de dez anos, com passivo bilionário e sucessivas controvérsias envolvendo credores, administração judicial e o cumprimento das obrigações previstas no processo. Em 2026, a recuperação foi convertida em falência, encerrando uma das recuperações judiciais mais longas e complexas do agronegócio mato-grossense. A queixa-crime é mais um capítulo desse longo histórico de disputas judiciais envolvendo o grupo.