Agro deve crescer até 2% em 2026, diz consultoria EY

Economia Agro 01/09/2026 14:53 Redação Digital - Canal Rural canalrural.com.br

Consultoria prevê crescimento de 1,6% a 2% do agronegócio em 2026, puxado por lavouras e abates.

A consultoria EY Brasil estima que o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária cresça entre 1,6% e 2% em 2026. Isso depois de registrar alta de 6,8% no segundo trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2025. O sócio de agronegócios da consultoria, José Carlos Hausknecht, disse que o resultado veio melhor do que o esperado, impulsionado pelas lavouras e pelo aumento nos abates de animais.

Hausknecht afirmou que a soja foi o principal destaque, puxando o crescimento do trimestre. Ele também citou o milho e a cana-de-açúcar, que já começa a safra no Centro-Sul.

  • Crescimento do PIB do agro deve ficar entre 1,6% e 2% em 2026.
  • Segundo trimestre teve alta de 6,8% em relação a 2025.
  • Soja, milho e cana-de-açúcar puxaram o resultado.
  • Abates de bois, frangos e suínos também ajudaram.
  • El Niño pode afetar safras em 2027.

Na pecuária, o aumento dos abates de bois, frangos e porcos ajudou no desempenho. O PIB do Brasil cresceu 2,0% no período, enquanto o agro cresceu 6,8% na comparação anual. Com ajuste sazonal, o setor subiu 2,8% em relação ao primeiro trimestre.

Para o segundo semestre, a consultoria espera um cenário menos favorável. Fatores positivos como café e algodão, que tiveram base fraca em 2025, e o avanço da cana podem ajudar. Mas a segunda safra de milho deve cair um pouco, e arroz e trigo também devem recuar. No caso do trigo, a queda é grande por causa da menor área plantada.

Na pecuária bovina, a previsão é de perda de força. Já há queda nos abates, ligada à redução das exportações para a China e ao menor confinamento de animais. Para 2026, o abate deve ficar abaixo do ano passado.

Com altos e baixos, a EY calcula crescimento do PIB agropecuário entre 1,6% e 2% em 2026. Hausknecht diz que os possíveis efeitos do El Niño ainda não entraram na conta, pois devem impactar mais as safras de 2027.