Entenda como a nova NR-1 muda a gestão de terceirizados

Economia NR-1 19/08/2026 14:34 Da Redação folhamax.com

A NR-1 atualizada traz novas exigências para empresas que trabalham com terceirizados, incluindo a avaliação de riscos psicológicos. Saiba o que muda.

A nova regra de segurança no trabalho, chamada NR-1, mudou como as empresas devem cuidar da saúde e segurança de todos os funcionários, inclusive os terceirizados. Agora, é obrigatório identificar e acompanhar riscos como excesso de trabalho, pressão por metas, turnos mal distribuídos e conflitos entre equipes. Para empresas que usam prestadores de serviço, essa mudança deixa claro quem é responsável pelo quê, algo que antes era confuso.

O problema acontece quando funcionários da empresa e terceirizados trabalham juntos no mesmo lugar. O terceirizado passa pelos mesmos problemas e ritmo de trabalho que os funcionários diretos. Por isso, as empresas precisam revisar como identificam riscos, como conversam com os prestadores e como documentam tudo para mostrar aos fiscais.

  • A NR-1 agora exige que as empresas avaliem riscos psicológicos, como estresse e conflitos no trabalho.
  • Terceirizados devem ser incluídos nas avaliações de riscos da empresa contratante.
  • A empresa contratante é responsável pela segurança dos terceirizados que trabalham em suas instalações.
  • Contratos devem incluir regras claras sobre segurança e saúde.
  • O uso de software de gestão ajuda a controlar documentos e prazos dos terceirizados.

O que muda na relação com terceirizados

A nova regra combina com a lei de terceirização (Lei 6.019/74, alterada em 2017). A empresa que contrata o serviço pode terceirizar qualquer atividade, até a principal, mas ainda é responsável pela segurança quando o trabalho é feito em suas dependências. A empresa contratada é responsável pelos funcionários dela, mas a contratante pode ser responsabilizada se algo der errado. Por isso, é importante acompanhar como o trabalho é feito.

Riscos psicossociais e a documentação compartilhada

A NR-1 não fala diretamente sobre terceirizados, mas a regra diz que a empresa deve incluir medidas de prevenção para todas as empresas que trabalham em seu espaço. Isso inclui identificar riscos como estresse e pressão. Se a contratada não fizer isso, a contratante deve fazer.

Esses riscos não aparecem sozinhos. Eles vêm da forma como o trabalho é organizado. Se excluirmos os terceirizados das pesquisas, não saberemos o que está errado. O Tribunal Superior do Trabalho já falou que a nova regra também protege a saúde mental.

Os documentos precisam se conectar. A prestadora deve avaliar os riscos dos seus funcionários, e a tomadora deve avaliar os riscos do ambiente. Se for tudo genérico, não ajuda em uma fiscalização.

Revisão de contratos e monitoramento contínuo

As empresas estão mudando os contratos para incluir regras sobre a NR-1, com penalidades se não cumprir. Também estão olhando o histórico das prestadoras. Setores como limpeza, portaria e segurança têm requisitos diferentes.

O acompanhamento não para no contrato. Auditorias regulares e relatórios ajudam a manter tudo em dia. Se fizer manualmente, é fácil errar.

Por que a tecnologia ajuda na gestão de terceiros

Controlar muitos prestadores é difícil com planilhas. Um software de gestão, como o BMS Integra, organiza documentos, avisa vencimentos e bloqueia acesso de quem está com pendências. É fácil de usar e integra com outros sistemas.

Ele ajuda a verificar documentos, sinalizar problemas e mostrar histórico de conformidade. Isso é importante para a fiscalização.

A nova regra não é só burocracia. Ela melhora a organização do trabalho e a responsabilidade compartilhada. Empresas que se adaptam reduzem multas e processos, e protegem os trabalhadores.