Cogna quer reduzir dívidas e cresce 18% no lucro

Economia Dívida 16/08/2026 08:20 Da CNN Brasil cnnbrasil.com.br

A Cogna, dona de marcas como Kroton e Anhanguera, teve um aumento de 18% no lucro no segundo trimestre. A empresa está focada em pagar suas dívidas e cresceu muito na educação básica, com destaque para a venda de serviços e livros para escolas e governos.

A Cogna, uma das maiores empresas de educação do Brasil, fechou o segundo trimestre do ano com um lucro de R$ 210,2 milhões. Isso representa um crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.

A empresa também viu sua receita total crescer bastante, principalmente por causa do bom desempenho da educação básica. As escolas e os governos estão comprando mais serviços e livros da companhia.

  • O lucro de R$ 210 milhões no trimestre mostra que a empresa está saudável e crescendo.
  • A educação básica foi o grande destaque, com receita 50% maior no trimestre.
  • A Cogna gerou R$ 504 milhões em caixa no primeiro semestre, ajudando a pagar dívidas.
  • A empresa está diminuindo sua dívida, que hoje é de R$ 2,7 bilhões.
  • Ela comprou 90% de uma fintech (EduqueBank) para oferecer produtos financeiros a escolas.

Em uma entrevista ao CNN Money, Roberto Valério, diretor executivo da Cogna, explicou que é preciso olhar para os resultados com cuidado, porque a educação tem épocas do ano com mais força. Por isso, ele prefere comparar o primeiro semestre como um todo.

Educação básica é o motor do crescimento

A educação básica foi o grande destaque, com um aumento de 50% na receita no trimestre e de 63% no semestre. Esse sucesso veio de duas frentes: a venda de serviços para escolas e a venda de livros e serviços para governos, como o governo federal, via programa PNLD, e secretarias de educação.

O ensino superior também cresceu, com aumento de 8,5% na receita. Esse crescimento, no entanto, foi menor porque a empresa está passando por uma mudança: está mudando os alunos de cursos 100% pela internet para modelos que misturam internet e aulas presenciais.

A empresa também está gerando mais dinheiro em caixa. A chamada geração de caixa livre cresceu quase 88% no trimestre, chegando a R$ 252 milhões. No ano, a empresa já tem R$ 504 milhões em caixa, graças a uma gestão mais eficiente dos pagamentos e ao fluxo de contratos com escolas e governos.

Focar em pagar dívidas é a prioridade

Roberto Valério disse que uma das prioridades é reduzir a dívida da empresa. A dívida hoje está em R$ 2,7 bilhões, e isso é visto como um bom nível. No passado, era muito maior, chegando a mais de 3 vezes a renda da empresa. Agora, está em 1,1 vezes, bem menor.

A empresa tem um plano de usar o dinheiro em três frentes: pagar dívidas, dar retorno aos acionistas e fazer compras estratégicas. Este ano, a Cogna já pagou cerca de R$ 150 milhões em dividendos e comprou quase toda a fintech Eduke, que ajuda escolas com serviços financeiros.

O executivo também falou sobre a inadimplência, que é quando os alunos não pagam as mensalidades. Ele acredita que a empresa está no controle disso e tem sistemas para ajudar os alunos que atrasam o pagamento.

Valério disse que acha que o segundo semestre será difícil, pois as famílias estão mais endividadas e a economia pode desacelerar. Além disso, ele falou sobre os programas de governo, como ProUni e FIES. A Cogna tem 120 mil alunos no ProUni e acha que o FIES precisa se tornar mais atraente para voltar a ter mais alunos.