Bolsas asiáticas fecham em alta, puxadas por ações de chips

Economia Mercado 12/08/2026 06:31 Sergio Caldas opovo.com.br

As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, com destaque para a Coreia do Sul, que teve forte alta impulsionada por ações de semicondutores. O índice Kospi subiu 3,68%, puxado por Samsung e SK Hynix. No Japão, o Nikkei avançou 0,83%. China e Taiwan também registraram ganhos, enquanto Hong Kong caiu. O petróleo subiu devido a tensões no Estreito de Ormuz, gerando preocupações com inflação e juros.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, lideradas pela Coreia do Sul, que voltou a ser impulsionada pelas ações de semicondutores. O índice Kospi subiu 3,68%, fechando aos 6.579,04 pontos. As gigantes de chips Samsung Electronics e SK Hynix, que juntas representam mais de metade da capitalização do índice sul-coreano, saltaram 6,7% e 5,5%, respectivamente.

  • A Coreia do Sul teve a maior alta, com o Kospi subindo mais de 3%, puxado por Samsung e SK Hynix.
  • No Japão, o Nikkei subiu 0,83%, recuperando após feriado.
  • Taiwan também subiu, com o Taiex ganhando 0,88%.
  • Hong Kong caiu 0,83%, enquanto a China teve alta modesta.
  • O petróleo subiu pelo quinto dia, devido a tensões no Estreito de Ormuz.

Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,83%, para 67.524,06 pontos, no primeiro pregão após um feriado no Japão.

Em outras praças asiáticas, o Taiex de Taiwan registrou ganho de 0,88%, para 45.518,07 pontos, enquanto o Hang Seng de Hong Kong caiu 0,83%, para 25.440,17 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto teve alta modesta de 0,32%, para 3.946,68 pontos, e o Shenzhen Composto, mais abrangente, subiu 1,14%, para 2.606,99 pontos.

Petróleo e preocupações com juros

O apetite por risco predominou apesar do impasse nas negociações para reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. No fim da madrugada, o Brent subia 0,50%, na quinta sessão consecutiva de alta.

A valorização do petróleo alimenta temores de que as pressões inflacionárias elevem os custos de financiamento globais. A maior preocupação é que o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, aumente a taxa básica de juros na reunião de setembro. As apostas estão divididas entre manutenção e alta de 25 pontos-base.

Na Oceania, a bolsa australiana fechou em baixa, com o S&P/ASX 200 recuando 0,45% em Sydney, para 9.209,40 pontos.