Dinheiro esquecido em bancos: saiba como consultar e resgatar

Economia Dinheiro 11/08/2026 15:10 Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

O Banco Central informou que ainda há mais de R$ 5,1 bilhões esquecidos em bancos e outras instituições financeiras. Esse valor pode ser consultado e resgatado pelo Sistema Valores a Receber. Veja como fazer.

O Banco Central (BC) divulgou nesta terça-feira (11) que os brasileiros ainda têm cerca de R$ 5,12 bilhões esquecidos em instituições financeiras, como bancos e consórcios. Desse total, R$ 3,76 bilhões pertencem a mais de 22,66 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,35 bilhão são de cerca de 2 milhões de empresas.

Esses valores podem ser consultados e resgatados pelo Sistema Valores a Receber (SVR). De acordo com o BC, dos mais de R$ 20,93 bilhões que estavam esquecidos, R$ 15,81 bilhões já foram devolvidos. Os saques recentes somam R$ 340 milhões em junho, R$ 427 milhões em maio e R$ 483 milhões em abril.

  • Mais de 18,5 milhões de pessoas têm até R$ 10 para receber, o que representa cerca de 70% dos beneficiários.
  • Para 4,96 milhões de pessoas, os valores estão entre R$ 10,01 e R$ 100 (18,73% do total).
  • Cerca de 3 milhões de brasileiros têm valores acima de R$ 100 (11% do total).
  • O SVR é gratuito e não requer login para consultar se há valores a receber.
  • Para resgatar, é necessário ter conta Gov.br nível prata ou ouro e autorizar a transferência.

Como consultar

Para saber se você tem dinheiro esquecido, acesse o site do Banco Central e informe seu CPF ou CNPJ e a data de nascimento ou abertura da empresa. Caso exista algum valor, será necessário fazer login no sistema com a conta Gov.br nos níveis prata ou ouro e verificar em duas etapas.

Formas de resgate

O dinheiro pode ser retirado de três maneiras:

  • Solicitando diretamente à instituição financeira responsável;
  • Pelo próprio Sistema Valores a Receber;
  • Pedindo o resgate automático nos casos permitidos.

Os valores esquecidos vêm de fontes como contas encerradas, cotas de capital de cooperativas, recursos de consórcios, tarifas cobradas indevidamente, parcelas de crédito cobradas em excesso, contas de pagamento encerradas e outros recursos disponíveis.