Os preços de alimentos e bebidas no Brasil caíram 0,67% em julho, a maior queda desde julho de 2024. O principal motivo foi o bom clima, que aumentou a oferta de produtos frescos e barateou o custo no supermercado. No entanto, comer fora de casa ficou mais caro, o que pode refletir a alta demanda por causa das férias escolares.
Os preços de alimentos e bebidas no Brasil caíram 0,67% em julho, registrando a maior queda desde julho de 2024, quando tinham recuado 1%. A informação foi divulgada pelo gerente de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fernando Gonçalves, na manhã desta terça-feira (11).
O pesquisador explicou que, nesta época do ano, é comum que os preços desse grupo diminuam por causa de um movimento típico da estação. Esse fator, mesmo quando não resulta em queda, ajuda a reduzir a pressão sobre o índice geral de inflação.
- Alimentos e bebidas ficaram 0,67% mais baratos em julho, a maior queda desde julho de 2024.
- O bom clima favoreceu a colheita e o transporte de alimentos frescos.
- Comer fora de casa ficou mais caro: preços subiram de 0,15% para 0,55%.
- A alta nos restaurantes pode ser por causa das férias escolares e do aumento de custos.
- A queda nos preços dos alimentos é um alívio para o bolso, mas a inflação de serviços ainda preocupa.
Gonçalves atribuiu a queda dos preços ao aumento da oferta de produtos frescos, que foi favorecida pelo clima bom em boa parte do período. Isso ajudou na produção e na distribuição, fazendo com que mais alimentos chegassem aos mercados.
O que esperar dos preços
A alimentação fora de casa subiu de 0,15% para 0,55% de junho para julho. Segundo Gonçalves, essa alta pode refletir a maior demanda por causa das férias e também o aumento de custos indiretos, como aluguel e salários.
Ele afirmou que 'pode ter uma pressão de demanda por conta do período de férias'. Isso ajuda a explicar por que, apesar dos alimentos mais baratos no supermercado, comer em restaurantes e lanchonetes ficou mais caro.

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