Dólar sobe mesmo com inflação mais baixa do que o esperado

Economia Dólar 28/07/2026 14:00 Estadão Conteúdo - Notícias ao Minuto Brasil noticiasaominuto.com.br

O dólar começou o dia valendo mais, mesmo com a inflação oficial tendo ficado abaixo do que os economistas previam. A moeda americana subiu por causa do mercado internacional e os investidores estão de olho nos dados econômicos do Brasil e do mundo.

O dólar à vista abriu em leve alta nesta terça-feira, 28, cotado a R$ 5,1182, avanço de 0,12%, e atingiu o nível de R$ 5,12 logo depois. O movimento ocorreu mesmo após a divulgação do IPCA-15 de julho abaixo das expectativas do mercado.

  • O dólar subiu mesmo com a inflação oficial (IPCA-15) tendo ficado abaixo do esperado pelos economistas.
  • A moeda americana acompanhou o mercado internacional, onde o dólar também estava mais forte.
  • O preço do petróleo caiu, o que ajuda a influenciar o valor de outras moedas.
  • Os dados de inflação mais baixos aumentam a chance de o Banco Central reduzir os juros (Selic) na próxima reunião.
  • O Brasil registrou um déficit de US$ 2,3 bilhões nas contas com o exterior, mas recebeu US$ 9,1 bilhões em investimentos diretos, acima do esperado.

A moeda americana acompanhava o leve fortalecimento do dólar no exterior, enquanto o petróleo seguia em queda e a maior parte das moedas de países emergentes também perdia valor diante da divisa dos Estados Unidos.

Inflação mais baixa que o esperado

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) avançou 0,06% em julho, após alta de 0,41% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou abaixo do piso das estimativas da pesquisa Projeções Broadcast, que variavam de 0,17% a 0,28%, com mediana de 0,21%. O dado reforça a percepção de desaceleração da inflação e tende a ampliar as apostas em uma redução da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana.

Contas externas e investimentos

Antes da divulgação do indicador, o Banco Central informou que o déficit em transações correntes somou US$ 2,3 bilhões em junho, em linha com as expectativas do mercado. Já o Investimento Direto no País (IDP) alcançou US$ 9,1 bilhões, acima das projeções.

Mercado internacional

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, avançava levemente nesta manhã. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os Treasuries, recuavam pela terceira sessão consecutiva.

O petróleo ampliava as perdas iniciadas no fim da semana passada. O barril do Brent recuava cerca de 2% e permanecia abaixo de US$ 85, em meio aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Outros indicadores

Entre os indicadores divulgados nesta manhã, a Fundação Getulio Vargas informou que o Índice de Confiança da Construção avançou 0,8 ponto em julho, para 92,5 pontos. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) desacelerou para alta de 0,62%, após avanço de 0,85% em junho.

Na segunda-feira, 27, o dólar à vista encerrou o pregão em alta de 0,62%, cotado a R$ 5,1122. Apesar da valorização na sessão, a moeda ainda acumulava queda de 0,98% em julho e de 6,86% em 2026.