Artistas famosos exigem a saída de Margareth Menezes do Ministério da Cultura

Cultura Manifesto 05/11/2026 09:05 Redação / Bahia Notícias bahianoticias.com.br

Mais de 200 artistas e intelectuais, incluindo nomes como Bruno Gagliasso e Ruth Rocha, assinaram um manifesto cobrando do presidente Lula a troca no comando do MinC. O grupo critica a gestão da cantora baiana por priorizar renúncias fiscais em vez de um plano estratégico para o acesso à cultura.

Mais de 200 artistas, intelectuais e trabalhadores da cultura assinaram um manifesto dirigido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, o grupo cobra a substituição de Margareth Menezes no comando do Ministério da Cultura (MinC) e pede mudanças estruturais na forma como a pasta é conduzida atualmente.

Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, o texto conta com a assinatura de personalidades de destaque no cenário nacional, como o ator Bruno Gagliasso, a escritora Ruth Rocha, o jornalista Fernando Morais, a cineasta Anna Muylaert e o artista plástico Paulo Bruscky. Os signatários criticam a atuação atual do ministério, classificando-a como "uma falida gestão de editais e de defesa de leis de renúncia fiscal como prioridades". Para o grupo, falta um plano estratégico voltado ao acesso popular às artes e ao desenvolvimento social.

  • Mais de 200 nomes assinaram o manifesto contra a gestão atual do MinC.
  • Personalidades como Bruno Gagliasso e Ruth Rocha estão entre os signatários.
  • O grupo critica a prioridade dada a renúncias fiscais em vez do acesso à cultura.
  • O setor do audiovisual cobra rigor na regulamentação das plataformas de streaming.
  • O MinC defende que já alcançou marcas históricas, incluindo um aporte recorde de R$ 1,225 bilhão.

Criticas ao audiovisual e às plataformas de streaming

Embora o manifesto não mencione Margareth Menezes nominalmente, o setor cultural, em especial a área do audiovisual, tem feito críticas recorrentes à gestão. Os profissionais cobram mais agilidade e rigor na regulamentação das plataformas de streaming. O grupo defende uma legislação que proteja o direito autoral e a produção independente nacional. Além disso, exigem que empresas como Netflix, Prime Video e Globoplay recolham a taxa Condecine para alimentar o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

Resposta oficial do Ministério da Cultura

Em resposta a questionamentos anteriores sobre a condução da pasta, o Ministério da Cultura afirmou que a atual gestão alcançou marcas históricas. A pasta destacou a aprovação do projeto de regulamentação do streaming na Câmara dos Deputados, dentro da conjuntura do atual Congresso. O ministério também ressaltou o aporte recorde de R$ 1,225 bilhão aprovado pelo FSA para fomento e distribuição no setor audiovisual.