Sepultura faz apresentação final no Rock in Rio e emociona público

Cultura Música 06/09/2026 09:20 Manuella Viegas / O Dia meiahora.com.br

O grupo de heavy metal se apresentou no Palco Mundo durante o Rock in Rio 2026, encerrando mais um marco de sua história. A banda agradeceu aos fãs e anunciou que restam apenas poucas datas antes da turnê de despedida definitiva.

Na tarde do sábado 5 de setembro de 2026, a banda Sepultra iniciou a última fase de sua turnê de despedida com uma apresentação poderosa no Palco Mundo do Rock in Rio. O evento aconteceu no segundo dia do festival e marcou um momento histórico para os fãs do gênero musical.

Ao som da música "Against", o público se aproximou rapidamente do palco e iniciou as conhecidas rodas de punks. Foi uma despedida vibrante para um dos grupos mais importantes do heavy metal brasileiro, que está no encerramento da turnê "Celebrating life through death".

  • A banda abriu o segundo dia do festival em grande estilo.
  • Andreas Kisser agradeceu aos fãs pelos 42 anos de história.
  • Fãs de diversas cidades, como Campos dos Goytacazes, acompanharam o show.
  • Restam apenas 8 shows para o fim da turnê de despedida.
  • A apresentação final acontecerá em São Paulo, em 7 de novembro de 2026.

O Sepultura foi o primeiro grupo a utilizar todo o potencial técnico do novo telão do Palco Mundo, oferecendo uma experiência visual e sonoridade imersiva. A apresentação incluiu clássicos que marcaram gerações, como "Choke", "Convicted Life", "Kairos", "Means to an End" e "Phantom Self".

Além dos hits, a setlist trouxe "Beyond the Dream" e "Sepulnation", garantindo que o público cantasse cada letra com intensidade. A emoção tomou conta do ambiente não apenas por causa do vigor cênico da banda, mas também pelo fato de se tratar de um dos últimos atos musicais do grupo em escala internacional antes da pausa definitiva.

Agradecimento da banda aos fãs

Em meio à apresentação, o guitarrista Andreas Kisser parou para falar diretamente com a plateia. Ele expressou a gratidão sentida pelo carinho contínuo ao longo de mais de quatro décadas. O músico destacou que, embora esteja se despedindo, este é um dos momentos mais especiais da carreira do coletivo.

Kisser citou que a banda celebra 42 anos de existência graças ao apoio do público. A declaração foi feita logo antes da execução de "The Place". A fala reforçou o vínculo emocional entre os membros do Sepultura e sua base de fãs, que acompanha o grupo desde os primórdios em Belo Horizonte.

Para o marinheiro Matheus Rocha, de 27 anos, o momento foi único. Ele participou ativamente da roda punk durante toda a apresentação. "Sensacional! Experiência única. Foi meu primeiro show do Sepultura", relatou Matheus. Ele também comentou sobre a naturalidade dos ciclos na carreira artística, afirmando que ser encerrado em casa é uma forma nobre de homenagear a trajetória.

Outro espectador, Carlos Eduardo, de 25 anos, viajou de Campos dos Goytacazes no Rio de Janeiro para assistir ao festival. Ele destacou a energia transmitida pela banda nos últimos acordes. "Fui na roda punk", disse ele, ressaltando que a despedida foi cheia de vitalidade, sem lutas tristes, mas com a força de quem viveu intensamente cada fase da turnê.

Últas apresentações e legado musical

Após o show no Rock in Rio, o cronograma da turnê de despedida é curto. O grupo possui apenas mais sete datas previstas até o final do processo. A primeira parada internacional após o Brasil será no Marrocos, em 20 de setembro.

Em seguida, a agenda inclui paradas na América do Sul e do Norte. O Sepultura se apresentará no Uruguai em 2 de outubro e na Argentina nos dias 4 e 6 do mesmo mês. O Chile recebe a banda no dia 8 de outubro, seguido pelo México em 11 de outubro. O ponto final da turnê está marcado para 7 de novembro, quando a banda sobe ao palco pela última vez em São Paulo, local de grande relevância para sua história.

Fundado em 1984, na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, o Sepultura construiu uma reputação global sólida. O grupo já vendeu mais de 20 milhões de cópias de seus discos ao redor do mundo. A discografia inclui álbuns icônicos como "Roots Bloody Roots", "Territory", "Dead Embryonic Cells" e "Orgasmatron".

Além da música, o legado é documentado em produções audiovisuais. Em 2017, foi lançado o documentário "Sepultura Endurance". A obra mostra bastidores, gravações, entrevistas e o processo criativo que sustenta a banda desde sua formação. O filme permite que novos conheçadores entendam a rotina e a dedicação dos integrantes que mantiveram acesa a chama do heavy metal brasileiro no cenário mundial.