Vencedores do Prêmio Grande Otelo celebram emoção de ganhar em casa

Cultura Premiação 06/08/2026 08:15 Anna Karina de Carvalho - Repórter da Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

Pela primeira vez, o prêmio de Melhor Filme do Grande Otelo foi dividido entre dois longas: Manas e O Agente Secreto. Veja quem levou os troféus nas principais categorias.

Os vencedores da 25ª edição do Prêmio Grande Otelo ressaltaram a alegria única de vencer em casa, mesmo depois de uma temporada vitoriosa no exterior. Neste ano, pela primeira vez, a principal categoria, de Melhor Filme, teve dois premiados: Manas, de Marianna Brennand, e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho.

A gente viajou o mundo, estreou em Veneza, ganhou o prêmio principal da Giornate degli Autori, conquistou 46 prêmios internacionais. Mas ser reconhecida dentro do seu próprio país é muito especial, declarou Marianna Brennand, após a cerimônia de entrega dos troféus, na noite desta terça-feira (4), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

  • Pela primeira vez na história, o prêmio de Melhor Filme do Grande Otelo foi dividido entre dois filmes: Manas e O Agente Secreto.
  • Manas já tinha ganhado 46 prêmios internacionais antes de vencer no Brasil, incluindo um prêmio importante no Festival de Veneza.
  • O filme Homem com H, sobre o cantor Ney Matogrosso, foi o grande vencedor da noite, levando o maior número de troféus: seis no total.
  • A cerimônia aconteceu no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, um dos teatros mais famosos do país.
  • Os vencedores são escolhidos pelos próprios profissionais do cinema brasileiro, que votam nos seus colegas.

Kleber Mendonça Filho também comemorou a vitória e destacou a importância histórica do Grande Otelo para o fortalecimento do cinema nacional.

Eu cobri esse prêmio quando era jornalista e hoje estou aqui como cineasta. É um prêmio do Brasil para o mercado brasileiro, para o cenário brasileiro. É um reconhecimento para nós que trabalhamos com cinema aqui.

Ao longo da cerimônia, vencedores de diferentes categorias ressaltaram que o cinema brasileiro vive um momento de reconhecimento nacional e internacional, resultado de um processo de amadurecimento artístico e da consolidação de uma indústria que movimenta a economia, gera empregos, impulsiona cadeias produtivas e fortalece a identidade cultural do país.

Para a presidente da Academia Brasileira de Cinema, Renata Almeida Magalhães, o que faz do Grande Otelo a principal celebração do audiovisual brasileiro é a participação decisiva dos profissionais do setor.

Não tem curadoria, não tem júri. São seus pares que votam naquilo que a gente produziu no ano. A Academia é composta pelos cineastas brasileiros e é uma instituição sem fins lucrativos que só quer que o cinema brasileiro exista para sempre, afirmou.

Esse fator também foi destacado por Marianna Brennand como um dos aspectos mais simbólicos da premiação.

O Grande Otelo é um grande prêmio do cinema brasileiro. É um reconhecimento pelos nossos colegas, pelos nossos pares que fazem cinema e que eu admiro tanto. É muito especial ser reconhecida por eles.

Protagonismo feminino

Marianna Brennand também ressaltou o protagonismo feminino. É um filme que tem a força do feminino. Estou muito feliz porque ele está conectando pessoas, transformando e levando luz.

Premiada na categoria roteiro original de Manas, Antonia Pellegrino, presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), destaca que o filme reúne uma equipe majoritariamente feminina desde a criação até a produção.

Manas é dirigido por uma mulher brilhante, Marianna Brennand, mas também é um filme escrito por várias mulheres e produzido por mulheres. Tem essa marca da presença feminina na liderança. É esse olhar que faz com que um tema tão denso seja tratado com tanta sensibilidade.

Prêmio

Realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a cerimônia reuniu artistas, técnicos e produtores, em um encontro de diferentes gerações. Além de dividir o prêmio de Melhor Filme com O Agente Secreto, Manas conquistou Melhor Direção, Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem e Melhor Atriz Coadjuvante, com Dira Paes.

Já Homem com H, cinebiografia de Ney Matogrosso dirigida por Esmir Filho, foi o longa com o maior número de estatuetas, conquistando seis troféus: Melhor Ator, para Jesuíta Barbosa, Direção de Arte, Figurino, Maquiagem, Trilha Sonora, Som e Melhor Filme pelo Júri Popular.

O Agente Secreto, representante brasileiro na última edição do Oscar e vencedor de dois prêmios no Globo de Ouro, também foi premiado como Melhor Direção de Fotografia e Efeitos Visuais.

Saiba a lista completa dos vencedores

Melhor Longa-Metragem de Ficção (empate)

  • Manas
  • O Agente Secreto

Melhor Filme pelo Voto Popular

  • Homem com H

Melhor Longa-Metragem de Comédia

  • Velhos Bandidos

Melhor Longa-Metragem Documentário

  • Apocalipse nos Trópicos

Melhor Longa-Metragem de Animação

  • Tainá e os Guardiões da Amazônia: Em Busca da Flecha Azul

Melhor Longa-Metragem Infantil

  • O Diário de Pilar na Amazônia

Melhor Longa-Metragem Ibero-Americano (empate)

  • Belén: Uma História de Injustiça (Argentina)
  • O Riso e a Faca (Portugal)

Melhor Direção

  • Marianna Brennand (Manas)

Melhor Primeira Direção

  • Rafaela Camelo (A Natureza das Coisas Invisíveis)

Melhor Ator

  • Jesuíta Barbosa (Homem com H)

Melhor Atriz

  • Denise Weinberg (O Último Azul)

Melhor Ator Coadjuvante

  • Rodrigo Santoro (O Último Azul)

Melhor Atriz Coadjuvante

  • Dira Paes (Manas)

Melhor Roteiro Original

  • Manas

Melhor Roteiro Adaptado

  • O Filho de Mil Homens

Melhor Direção de Fotografia

  • O Agente Secreto

Melhor Direção de Arte

  • Homem com H

Melhor Figurino

  • Homem com H

Melhor Maquiagem

  • Homem com H

Melhor Trilha Sonora

  • Homem com H

Melhor Som

  • Homem com H

Melhores Efeitos Visuais

  • O Agente Secreto

Melhor Montagem

  • Manas

Melhor Curta-Metragem de Ficção

  • Amarela

Melhor Curta-Metragem Documentário

  • Sebastiana

Melhor Curta-Metragem de Animação

  • A Tragédia da Lobo-Guará

Melhor Série de Ficção

  • Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente

Melhor Série Documentário

  • Caçador de Marajás

Melhor Série de Animação

  • Osmar A Primeira Fatia do Pão de Forma

Melhor Série Brasileira

  • Cangaço Novo (2ª temporada)

Melhor Ator de Série de Ficção

  • Johnny Massaro (Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente)

Melhor Atriz de Série de Ficção

  • Alice Carvalho (Cangaço Novo)

Melhor Ator de Série

  • Allan Souza Lima (Cangaço Novo)

Melhor Atriz de Série

  • Marjorie Estiano (Ângela Diniz: Assassinada e Condenada)