Oficial de polícia matou mulher e foi preso em Embu das Artes

Brasil Feminicídio 08/09/2026 08:38 Flávia Albuquerque, Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

Um policial militar matou a esposa, Larissa Cruz Morata, de 29 anos, com um tiro na cabeça, em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo. Ele foi preso nesta segunda-feira (7).

A Polícia Civil pegou o policial militar Vinícius Costa Silva na tarde desta segunda-feira (7) pela prisão temporária. Ele é o marido da jovem Larissa Cruz Morata, de 29 anos, que morreu com um tiro na cabeça. As autoridades suspeitam que o agente da defesa tenha sido quem matou Larissa.

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Apesar de ser agente da segurança, ele foi quem pediu ajuda aos policiais por telefone. Segundo ele, ao acordar encontrou a mulher morta. Isso aconteceu dentro da casa que o casal morava juntos, em Embu das Artes, cidade da zona oeste de São Paulo.

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Para entender o processo, é bom saber que prisão temporária significa detention por um período mais longo do que a prisão em flagrante. Ela só pode durar 30 dias e só é concedida quando há indícios suficientes de que alguém cometeu um crime.

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Rapidinhas sobre o caso:

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  • Larissa Cruz Morata tinha 29 anos quando morreu.
  • Ela foi baleada na cabeça dentro do banheiro da casa de Embu das Artes.
  • O suspeito é o marido, policial militar chamado Vinícius Costa Silva.
  • Ele foi preso pela polícia civil nesta segunda-feira (7).
  • Como ele trabalha na segurança, ele será levado para o PRESÍDIO MILITAR ROMÃO GOMES (PMRG), prisão especial para policiais.
  • As investigações seguem e tentam entender todas as circunstâncias do caso.

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Homenagem e denúncia

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Muita gente entristecida com a morte da jovem fez um apelo para que a polícia investigue tudo com atenção. Pessoas pediram que o caso seja tratado como femicídio, que é o assassinato de uma mulher por quem ela conhece ou ama.

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Além disso, muitos chamaram a morte de Larissa de outro crime grave: feminicídio. Isso acontece quando o assassino matou a mulher por questões como ciúmes, controle ou ódio machista. Nesses casos, a pena para o criminoso costuma ser maior.

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Números alarmantes

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Estudos mostram que o Brasil tem muitas mulheres violentadas e assassinadas por homens, principalmente parceiros ou ex-parceiros. Em 2022, cerca de 3 mil mulheres foram mortas por violência homem contra mulher no país.

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No Estado de São Paulo sozinha, a situação é péssima. Só no primeiro semestre de 2026, lá foram registrados 10% a mais de feminicídios do mesmo período no ano anterior. Isso mostra que o problema está longe de melhorar.