Greve da CPTM paralisa trens e suspende rodízio em São Paulo

Brasil Greve 04/08/2026 08:32 Jovem Pan jovempan.com.br

Funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM entraram em greve. As linhas estão com operação parcial ou parada, e o rodízio municipal de veículos foi suspenso nesta terça-feira.

Funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM entraram em greve a partir das 0h desta terça-feira (4). A paralisação é por tempo indeterminado. Até as 6h45, as linhas 11 e 12 funcionavam parcialmente, e a linha 13 estava completamente parada.

Logo cedo, a linha 11-Coral tinha trens circulando entre Guaianases e Palmeiras-Barra Funda. As linhas 12 e 13 começaram o dia sem operação, com ônibus fazendo o trajeto alternativo. Por volta das 5h38, a linha 12 também começou a funcionar parcialmente, entre Engenheiro Goulart e Brás, mas os primeiros trens só saíram às 6h.

  • As linhas 11, 12 e 13 são da CPTM e ligam a capital a áreas como Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Poá e Aeroporto Internacional de Guarulhos.
  • A linha 10-Turquesa, que também é operada pela CPTM, não faz parte da greve e tem operação normal.
  • O Metrô de São Paulo está operando com horário especial nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para ajudar na mobilidade.
  • Já as linhas 4-Amarela e 5-Lilás, que são operadas por empresas privadas, estão funcionando normalmente.
  • O Prefeitura de São Paulo anunciou que o rodízio de veículos está suspenso por causa da paralisação. Hoje, não tinha exceção para placas com final 3 e 4.

Como está a situação das linhas

Linha 10-Trança (operação normal): liga o Brás ao Rio Grande da Serra.

Linha 11-Coral (parcial): parada entre as estações Estudantes e Guaianazes. Liga a Barra Funda ao Brás, seguindo para a zona leste e Mogi Guaçu.

Linha 12-Safira (parcial): operação interrompida entre Calona Viana e Engenheiro Goulart. Conecta a região central da cidade à zona leste e a alguns municípios como Itaquaquecetuba e Poá.

Linha 13-Jade (paralisada): liga São Paulo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.

O que está sendo feito

O sindicato entrou em greve por tempo indefinido. A CPTM pediu para a Justiça do Trabalho que os funcionários voltem a trabalhar. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) configurou que a empresa precisa manter 80% da equipe em horário de pico e 60% nos outros horários, até novo aviso. Se isso não acontecer, o sindicato terá de pagar uma multa de R$ 400 mil por dia.

Por causa da paralisação, a Prefeitura de São Paulo anunciou que o rodízio de carros para veículos com placa final 3 e 4 está suspenso nesta terça, tanto de manhã como à noite.

A queda de energia que gerou o protesto

Os trabalhadores entraram em greve depois de uma sequência de problemas nas três linhas, causados por uma falha no fornecimento de energia elétrica entre as estações Brás e Sebastião Gualberto Melo. O problema aconteceu no mês passado e causou atrasos e muito estresse nos passageiros.

As pessoas ficaram presas em trens parados, e houve relatos de catracas superlotadas e plataformas. Até um pequeno incêndio aconteceu em um trem perto do pátio de manutenção, na região da Estação Bresser-Moocha.

Depois desse caos, a Artesp (agência de transporte do estado) decidiu que a CPTM voltaria a ter as linhas 11, 12 e 13 por até 90 dias. A Trivia Trens, que era responsável pela manutenção, até foi substituída nesse período.