Windows 8 deve mudar para agradar aos usuários insatisfeitos

A Microsoft anunciou na semana passada números expressivos para comemorar os seis meses do Windows 8 nas lojas: foram 100 milhões de licenças vendidas.

No Brasil, as vendas de atualizações, que não incluem novos dispositivos, atingiram em três meses o mesmo número que o Windows 7 demorou um ano para alcançar.

Os dados, porém, não escondem os percalços do sistema que tem como missão carregar a empresa para um mundo com diferentes tipos de dispositivo.

As vendas de PCs não decolam, antigos parceiros da Microsoft criticam o sistema e usuários lutam para entender as mudanças.

Segundo a consultoria IDC, no primeiro trimestre deste ano, o mercado de PCs caiu 13,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

“Neste momento, está claro que o lançamento do Windows 8 não só fracassou em ajudar o mercado de PCs a dar um salto positivo como parece que o fez desacelerar”, escreveu em comunicado Bob O’Donnell, executivo da IDC.

Por outro lado, em um ano, o mercado de tablets cresceu 142%, mas a participação do Windows foi discreta: magros 3,3%.

Desde janeiro, o fraco rendimento vem gerando reclamações por parte dos fabricantes de hardware.

“O momento difícil da companhia inclui a adoção incerta do Windows 8″, escreveu a Dell no final de março em um comunicado ao SEC (U.S. Securities and Exchange Commission, a comissão de valores mobiliários americana).

Antes dele, JK Shin, novo executivo-chefe da Samsung, tinha declarado ao “Wall Street Journal”: “Smartphones e tablets com Windows não estão vendendo bem. Na Europa, também temos uma demanda fraca por produtos com Windows.”

Pior para a Microsoft é que algumas das mudanças não agradaram aos usuários antigos. A frustração pela ausência do botão Iniciar, presente desde o Windows 95, e a redução da Área de trabalho a uma espécie de aplicativo fizeram até com que desenvolvedores independentes criassem programinhas que driblam a nova interface.

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“De fato, existem usuários que se sentem mais confortáveis com a interface antiga. Tentaremos transformar a experiência em algo mais suave”, diz Priscyla Alves, gerente-geral de Windows na Microsoft Brasil. “Mas estamos satisfeitos com o Windows 8.”

As transformações devem ser vistas no final de junho, na conferência Build. No evento, a Microsoft apresentará o Windows 8.1, cujo codinome é Blue. A empresa não revela quais serão as novidades, mas algumas devem dar ouvido aos usuários.

Especula-se que o botão Iniciar retorne e que seja possível ligar o computador diretamente na Área de trabalho, o que seria um drible na nova interface.

O sistema também deverá incluir suporte a telas de sete e oito polegadas, o que permitiria à Microsoft competir no filão de tablets pequenos.

De acordo com a executiva brasileira, também devem aparecer melhorias em relação à eficiência das baterias das máquinas.

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