Tiago Camilo dá novo ippon, vence italiano e está nas quartas; Portela cai na estreia

Tiago Camilo está nas quartas do judô na categoria até 90 kg. Pela segunda vez no dia, o brasileiro aplicou um ippon e venceu com propriedade. Depois de bater o italiano Roberto Meloni, o judoca paulista vai às quartas e segue na briga pela terceira medalha olímpica da sua carreira.

O europeu era um rival perigoso para Tiago, que nunca o havia enfrentado. Também por isso, o combate começou amarrado. Os dois tentavam acertar a pegada e não se arriscavam a tentar os golpes. Com menos de dois minutos de luta, ambos já tinham levado advertências por falta de combatividade.

Tiago Camilo, então, tomou a atitude, aplicou um golpe e viu o árbitros anunciarem um wazari. Após uma reunião, eles mudaram de opinião e diminuíram a pontuação para um yuko. O brasileiro não se abateu. Defendeu-se de um ataque do italiano e seguiu buscando derrubá-lo, apesar da vantagem mínima. A um minuto do fim, veio o novo ippon e a vaga para as quartas estava garantida.

O roteiro foi parecido com o da primeira luta, quando Tiago Camilo mostrou muita força diante do ucraniano Roman Gontiuk, adversário que ele também nunca havia enfrentado. Apesar do início disputado e da tensão da estreia, ele venceu com um belo ippon.

Seu próximo adversário, porém, é uma pedreira. Dilshod Choriev é o terceiro do ranking olímpico e um dos favoritos às medalhas, tido pela comissão técnica do Brasil como um dos mais fortes de todo o torneio. Só que Tiago Camilo costuma levar vantagem no confronto direto. Foram três lutas, sendo uma delas no Mundial de Paris do ano passado, e todas com vitória do brasileiro.

Diferentemente do que aconteceu há quatros anos, em Pequim, quando ele era o atual campeão mundial, Tiago Camilo não é o favorito em Londres. O brasileiro é o sexto do ranking olímpico, mas leva na bagagem a experiência de duas medalhas, a prata em Sydney, em 2000, e o bronze na China, em 2008.

Se conseguir o sonhado ouro ele pode aproveitar a chance que Leandro Guilheiro deixou passar na última terça e virar o maior judoca do país na história. Aurélio Miguel, atual dono do posto, tem um ouro em 1988 e um bronze em 1996.

Maria Portela cai na estreia
Mais cedo, Maria Portela deu adeus ao torneio olímpico logo na estreia. A adversária era conhecida da atleta gaúcha. Campeã mundial em 2009, a colombiana Yuri Alvear já tinha encontrado a brasileira quatro vezes, com duas vitórias para cada lado. No encontro mais marcante, no entanto, vitória de Alvear, que eliminou a brasileira do Pan de Guadalajara, no ano passado.

Nesta quarta, a colombiana logo mostrou porque está melhor ranqueada que a brasileira. Com menos de dois minutos ela aplicou um wazari em Portela e fechou a luta pouco depois com um ippon. Eliminada, Portela saiu chorando muito após o fim da luta.

“O sentimento é de decepção. Eu me decepcionei comigo. Eu treino bastante, amo tudo isso que eu faço e eu joguei tudo fora. Não consigo descrever o que aconteceu”, disse Portela, que negou ter sentido a pressão da estreia em Olimpíadas, mas admitiu que estava nervosa durante a luta.

“A colombiana era mais alta, tinha uma pegada cruzada, então precisa ter se movimentado. Ela ficou muito parada e errou, ela sabe disso”, disse a técnica Rosicléia Campo, que elogiou muito a pupila. “Eu nunca vi ninguém treinar tanto como a Portela, ela é uma guerreira. Merecia muito mais do que isso aí”, completou.

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