Ter negócio próprio é o principal sonho para 43,5% dos brasileiros, aponta pesquisa

Ter o próprio negócio se tornou o principal sonho dos brasileiros com idade entre 18 e 64 anos.

Enquanto 24,7% da população economicamente ativa deseja seguir carreira em uma empresa, 43,5% querem ser empreendedores. As duas opções superaram os objetivos de ter casa própria e viajar. Para 88%, abrir um negócio é uma boa opção de carreira.

A conclusão é da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que em 2012 foi feita em 69 países.

No Brasil, é resultado de parceria entre o Sebrae (entidade de apoio às micro e pequenas empresas), que promove cursos e treinamentos para empreendedores, e o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP).

Em sua décima edição no Brasil, a primeira a trazer a pergunta do sonho profissional, foram ouvidas 10 mil pessoas de todas as regiões.

A pesquisa mostra que a maioria dos empreendedores (69%) abre o negócio após a percepção de uma oportunidade, e não por necessidade (como falta de emprego).

Se comparada a atividade empreendedora atual com a de dez anos atrás, observa-se um crescimento de 44%. Em 2012, 30,2% da população estava envolvida com o planejamento, a criação ou a administração de um negócio. Em 2002, eram 20,9%.

Os novos empreendedores (dos que planejam até os com até 3,5 anos de negócio), de acordo com a GEM, são em sua maioria jovens, mais escolarizados que no passado e se dividem quase igualmente entre homens e mulheres.

Para o diretor-presidente do Sebrae, Luiz Barretto, os resultados apontam para uma mudança de cultura. Para ele, a instabilidade da economia levava os profissionais a querer um emprego estável.

“O melhor é que o crescimento do empreendedorismo não acontece em um momento ruim do mercado de trabalho. Estamos vivendo uma situação de quase pleno emprego e aumento da renda.”

Ele também destaca como estímulo a novos negócios a criação do Simples Nacional e da figura do Microempreendedor Individual, que reduziram os tributos.

LIBERDADE

“Quando você é empregado, você não tem como dar ideias de como mudar.” A frase é do ilustrador Erik Malagrino, 31.

Até 2010, ele trabalhou em um estúdio que produzia endomarketing (publicidade interna para empresas).

Quando a empresa fechou, Malagrino juntou-se com dois amigos para criar seu próprio estúdio, o Lab 307.

Ele diz que agora tem mais liberdade para criar. “Se eu tiver de trabalhar das 2h às 6h, posso fazer isso. Trabalho, para mim, é produção, não precisa ter hora para começar e terminar.”

Agora, os três sócios trabalham em casa, o que, para Malagrino, traz economia de tempo e dinheiro.

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