Telefonica adota a marca Vivo para todos os produtos no País.

A Vivo/Telefonica anunciou hoje o final do processo de integração da empresa no País, iniciado há 18 meses. A partir deste domingo (15/04) todos os produtos da companhia terão a marca Vivo.

De acordo com Antonio Carlos Valente, presidente da empresa, a estratégia de possuir apenas uma marca em cada país é global. “A Vivo será a única marca comercial da Telefonica no País”, disse. Já a Telefonica será o nome institucional.

A tele é uma potência no País. Com receita de 34,2 bilhões e lucro de 5 bilhões, é a mais rentável do setor, com margem EBITDA (receita antes de impostos e taxas) de 36%. São 90 milhões de conexões (fixos e móveis) – a maior operação da Telefonica no mundo. A companhia planeja investir 24,3 bilhões de reais no Brasil até 2014.

Campanha nacional
No domingo irá começar uma campanha nacional para comunicar os três produtos da empresa que antes tinham a marca Telefonica: Vivo Fixo, Vivo Speedy e Vivo TV.

A operadora é líder em telefonia móvel. São 16 milhões de clientes de pós-pago (fatia de 36,5%), 57 milhões de pré-pagos (28,4%). Na fixa, são 10,6 milhões de assinantes em São Paulo.

A mudança envolve números enormes. Ela exigiu o treinamento dos 117 mil empregados e prestadores da serviço – entre estes, 37 mil atendentes de call center, 44 mil vendedores e 32 mil técnicos que cuidam da rede externa somente em São Paulo. Para se ter uma ideia da dimensão, foi preciso trocar os uniformes de todos os técnicos, além de 15 mil carros.

Para o consumidor, inicialmente o impacto é bem menos significativo. A principal é a unificação das centrais de atendimento 103 15 (fixo) e *8486/1058 (móvel), para todos os usuários, não importa o produto usado. As lojas também irão atender a todos os clientes, independentemente do serviço.

As faturas dos serviços fixos e móveis continuarão separadas – ao menos em um primeiro momento, diz a empresa, mas agora com a marca Vivo.

Para as próximas semanas, no entanto, a empresa promete lançar um plano para descontos em ligações dentro de sua rede – inclusive entre celulares e fixos.

Competição
Valente também falou sobre a possibilidade de a Anatel acelerar a redução das tarifas de interconexão, pagas por uma operadora quando um cliente liga para outra. Segundo o executivo, essas taxas – apontadas como um dos motivos para o alto custo da telefonia no País, além de prejudicar a competição – “existem no mundo todo” e não devem mudar no curto prazo. “Inclusive porque a Anatel legislou sobre isso recentemente”, disse.

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