Procon faz operação em garagens de empresas de ônibus no Rio

Após uma série de acidentes e irregularidades envolvendo ônibus no Rio, agentes do Procon fazem, na manhã desta sexta-feira (10), uma grande operação em garagens de empresas de ônibus em vários pontos da cidade para fiscalizar o estado de conservação e a documentação dos veículos. Até as 8h30, 22 ônibus tinham sido impedidos de circular por conta de algum tipo de irregularidade.

“São problemas diversos, entre eles: documentação vencida, pneu careca e banco solto. É um desrespeito ao consumidor. E que fique claro isso, todos esses acontecimentos de ônibus que temos visto em nossa cidade são sintomáticos. Alguma coisa tem que ser feita por parte do empresário e também dos motoristas. E quem tem que cobrar isso é o consumidor e quem tem que fiscalizar é o poder público”, afirmou o diretor de fiscalização do Procon Fábio Domingos.

Durante a operação, batizada de “Roleta Russa”, agentes do Procon fiscalizaram ao mesmo tempo garagens de quatro empresas de ônibus, em diferentes pontos do Rio. Estrela Azul e Transportes Vila Isabel, na Zona Norte, Paranapuan, na Ilha do Governador e Jabour, em Campo Grande, Zona Oeste. Nesta última, os fiscais do Procon foram impedidos de entrar e registraram uma ocorrência na delegacia.

Quando finalmente conseguiram entrar na garagem da viação Jabour, os fisciais encontraram somente cinco ônibus, que foram todos apreendidos. As empresas Estrela Azul e Paranapuan foram as que tiveram o maior número de coletivos apreendidos: seis cada uma. Além disso, os agentes apreenderam cinco ônibus na Transportes Vila Isabel, de acordo com o presidente do Procon-RJ, João Oliveira.

Nas outras empresas, os agentes analisaram documentação, itens de segurança e o estado de conservação dos veículos. Segundo o Procon, as três concessionárias serão multadas, mas o valor ainda não foi estipulado. Os ônibus só poderão voltar a circular depois que as irregularidades forem corrigidas.

É a primeira vez que  Procon faz este tipo de operação na cidade. Para o diretor do Instituto, ônibus que circulam em más condições são um desrespeito ao direito do consumidor. A Rio-Ônibus, o sindicato que reúne as empresas, e secretaria municipal de Transportes ainda não se manifestaram sobre a fiscalização.

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