Pressionado, Governo Federal cobra empresas por descontos, mas não paga estruturas provisórias da Copa das Confederações

Às vésperas da Copa das Confederações, um violento jogo de empurra envolve os gastos com estruturas provisórias exigidas pela Fifa para o torneio.

Os Governos Estaduais tentam empurrar a conta para a esfera federal, que, por sua vez, cobra fornecedores para reduzirem os preços. Já a Federação Internacional grita que não vai admitir atrasos.

Os Estados e prefeituras, que se comprometeram por escrito a bancar as despesas, falam em gastos superiores a R$ 50 milhões por sede com itens provisórios só na Copa das Confederações. Ameaçam não colocar a mão no bolso por considerarem exagerados os pedidos da Fifa. Cientes do momento delicado, os fornecedores estariam enfiando a faca.

A pressão deu resultado, e o Ministério do Esporte organizou uma reunião com empresas e representantes das sedes. O encontro se transformou numa tentativa do Governo Federal de convencer os fornecedores a reduzirem os preços. Até agora não deu certo.

Prefeituras e Governos Estaduais alegam também que muitos dos materiais não terão serventia para eles após os dois torneios. Só o Governo Federal poderia aproveitar esses equipamentos. Então, seria justo assumir os gastos.

As estruturas provisórias são aquelas que não serão usadas no estádio após as duas competições. Como salas para convidados da Fifa e áreas  de imprensa maiores do que as normalmente usadas. Uma das queixas é de que são exigidos carros elétricos para transporte de pessoas até em trajetos que poderiam ser feitos a pé.

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