Prédio da reitoria da USP permanece fechado por grevistas nesta quarta

Funcionários de uma empresa terceirizada que presta serviços para a Universidade de São Paulo (USP) realizavam uma nova manifestação na Cidade Universitária, Zona Oeste da capital paulista, na manhã desta quarta-feira (12). O prédio da reitoria da USP, onde trabalham mais de 800 pessoas, permanecia fechado por piquete pelo segundo dia consecutivo.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp), os trabalhadores terceirizados da USP decidiram interromper as atividades a partir desta terça-feira (11). O motivo é o atraso no pagamento de salários e benefícios, como vale refeição e cesta básica.

Por meio de sua assessoria, a USP confirmou a paralisação no prédio da reitoria e informou que funcionários terceirizados da área de limpeza do edifício tiveram um atraso na remuneração e, por conta disso, impossibilitavam a entrada dos demais funcionários da universidade.

A diretora do Sintusp, Neli Maria Wada, apoia a atitude dos manifestantes: “É o que se pode fazer. Enquanto houver exploração, a luta tem que continuar”. Os grevistas prometem retornar ao trabalho assim que a empresa terceirizada efetuar o pagamento integral dos salários e benefícios atrasados.

Ato conjunto na terça-feira
Estudantes e servidores da USP participaram de um protesto conjunto na tarde desta terça-feira, também em frente ao prédio da reitoria. Entre outras reivindicações, o grupo exigia um reajuste salarial de 11%, em vez do de 5,39% oferecido pelo governo, e investimentos em uma política de permanência estudantil, com moradia, bolsa estudo, assistência médica e transporte para os estudantes. A USP afirma que só em 2013 cerca de R$ 8 milhões foram investidos em auxílios estudantis.

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